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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Sardoal | Contas de 2020 fecham com défice superior a 700 mil euros (c/áudio)

A prestação de contas relativa ao ano 2020 do Município de Sardoal foi aprovada pela maioria social democrata com os votos contra da bancada do Partido Socialista. As contas do ano passado fecharam com um défice superior a 700 mil euros, saldo negativo que o presidente da Câmara justifica com a passagem do POCAL (Plano Oficial de Contabilidade para o Setor Público) para o SNC (Sistema de Normalização Contabilístico).

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A Câmara de Sardoal encerrou as contas de 2020 com um resultado líquido do exercício negativo de 727.566,22 euros e um aumento da dívida de 341 mil euros, segundo o relatório de Contas de Gerência.

O presidente da Câmara deu ainda conta de um balanço ativo de 15.238.620,50 euros, um património de 9.424.884,62 euros e um passivo de 5.813.735,88 euros. Miguel Borges justificou o resultado negativo com a passagem do POCAL (Plano Oficial de Contabilidade para o Setor Público) para o SNC (Sistema de Normalização Contabilístico).

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Quanto ao aumento da dívida, Miguel Borges justifica-o com “o investimento substancial” na ordem de 1,6 milhões de euros. Tendo em conta os quadros comunitários “se assim não fosse teríamos uma diminuição da dívida de 539 mil euros […] algo a que não poderíamos fugir, a não ser que não tivéssemos investimento”, disse, referindo uma atividade “muito acentuada”.

ÁUDIO: PRESIDENTE DA CÂMARA, MIGUEL BORGES (PSD)

Por seu lado, o deputado do Partido Socialista, Adérito Garcia, considerou que o novo sistema de normalização contabilista contribui para a “transparência”.

Sobre as contas do Município diz que o documento de demonstração de resultados mostra “como foi a atividade do dia a dia da Câmara Municipal. Antes dos juros já temos um resultado negativo de 695 mil euros, ou seja, do dia a dia da Câmara, incluindo as amortizações de capital e empréstimos, já está com um resultado negativo de 400 mil euros. Ou seja, do ponto de vista operacional, de gestão do dia a dia, o que o documento nos diz é que há questões que têm de ser revistas [… ] estamos a gastar mais do que era suposto”, considera.

Fala ainda do prazo de pagamento a fornecedores a 90 dias que considera demasiado e considera “prejudicar as empresas que lidam com o Município” e “penaliza o Município”.

Das contas de Sardoal “tudo o que são dívidas, aproxima-se dos 6 milhões de euros”, indica Adérito Garcia.

Em relação aos investimentos, o PS critica a estagnação do PDM, ainda “sem aprovação”, em relação ao património refere o Externato Rainha Santa Isabel e ainda a Casa Grande dos Almeida “continuamos sem vislumbrar fim à vista. O que parece é que o Município precisa de investimentos que tragam retorno para o Município”.

ÁUDIO: DEPUTADO MUNICIPAL, ADÉRITO GARCIA (PS)

Na última Assembleia Municipal de Sardoal vários assuntos foram trazidos a debate pelos deputados municipais numa sessão que ultrapassou as quatro horas. A prestação de contas relativa ao ano 2020 do Município de Sardoal foi o tema principal do debate, mas outros temas foram alvo de discussão entre os eleitos.

O presidente da Assembleia Municipal, Miguel Pita Alves (PSD), começou por referir que as transmissões em direto das sessões tem trazido algumas vantagens, nomeadamente uma maior assistência, apesar da forma digital não ser “a forma ideal”.

Depois considerou importante respeitar o estatuto da oposição, quer ao nível da Câmara mas também das Assembleias de Freguesia. Considera importante que todos tenham acesso à informação, defendendo que as atas possam estar à disposição de todos os fregueses. Afirmou que “de uma forma geral, à exceção da Junta de Freguesia de Alcaravela” as atas não são disponibilizadas, designadamente online. E considera ser importante que a “informação esteja visível”.

Já o deputado Adérito Garcia (PS) inicia a sua intervenção falando da empresa Tejo Ambiente, na qual segundo afirma, continuam a existir problemas de leitura nas faturas da água. “Continuam a existir faturas com leituras com cêntimos, de meses consecutivos”, diz acrescentando que a empresa “não consegue fazer o acerto de contas”.

Em resposta o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges (PSD) deu conta da Tejo Ambiente estar disponível para fazer planos de pagamento “para que ninguém fique prejudicado”.

Adérito Garcia questionou também sobre os dois dossiers de empréstimos da Câmara ao Banco BPI para obras, ambos de valores superior a 500 mil euros, referindo esperar que tal assunto fizesse parte da ordem do dia da Assembleia Municipal.

Do lado do executivo municipal, o presidente explicou a questão epidemiológica no concelho, a vacinação e a testagem, garantindo que a vacinação “está a correr bem” e que a testagem foi acionada.. “Executámos aquilo que a Saúde Pública diz para fazer” admitindo o “lapso do processo laboratorial” e referindo o comunicado conjunto da Comissão Municipal de Proteção Civil, CHMT e Saúde Pública. Sobre o empréstimo afirmou “não haver nada de transcendente ou de ilegal”.

Sobre a pandemia, o deputado Adérito Garcia perguntou ainda qual o valor estimado que deixou de ser cobrado, pelo Município de Sardoal, neste último ano e meio. Miguel Borges explicou que este ano anda há volta de 35 mil euros em tarifas. Num impacto total de 229 mil euros em relação ao ano de 2020.

Mas grande parte da sessão foi ocupada a debater a proposta da Conta de Gerência do ano de 2020.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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