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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Sardoal comparticipa com 127 mil euros resultado negativo de 2.2 ME da Tejo Ambiente (C/ÁUDIO)

A empresa Tejo Ambiente teve um resultado líquido negativo de 2.2 milhões de euros no ano de 2020. O assunto foi levado a reunião de Câmara de Sardoal tendo o Município de pagar uma subvenção superior a 127 mil euros.

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Apresentando a empresa intermunicipal Tejo Ambiente um resultado líquido de exercício negativo, e “de acordo com a legislação, tem de haver uma comparticipação de cada um dos municípios, de cada um dos seis sócios, e de acordo com a proporcionalidade da sua quota”, começou por explicar o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, em reunião de executivo.

Segundo Miguel Borges (PSD), a Tejo Ambiente apresentou um resultado líquido negativo de “2 milhões e 281 mil euros. Obriga a que tenhamos de fazer esta participação social de 127.316,30 euros. Algo que não é de todo agradável mas também sabemos que as empresas dificilmente teriam o sucesso que o el dourado que nos foi apresentado teria”.

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O presidente justifica este resultado nomeadamente com “os investimentos mas principalmente com um aumento enorme dos custos em alta”.

ÁUDIO: MIGUEL BORGES, PRESIDENTE CM SARDOAL:

A Tejo Ambiente, Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo, E.I.M., S.A., é detida a 100% pelos municípios de Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha, e tem como responsabilidade a gestão dos serviços públicos de abastecimento de água, o saneamento de águas residuais e a recolha indiferenciada de resíduos sólidos urbanos, nestes municípios. O Contrato de Gestão Delegada foi assinado no dia 1 de outubro de 2019.

Miguel Borges deu conta que o Município de Sardoal contabilizava anualmente um prejuízo de 180 mil euros em águas, saneamento e resíduos sólidos urbanos. O autarca lembrou, no entanto o beneficio: “neste momento tem a decorrer uma investimento em Cabeça das Mós no valor de 913 mil euros sendo que a comparticipação de fundos comunitários será de 734 mil euros, o restante, a componente municipal não será suportada pelo Município mas pela empresa Tejo Ambiente” da qual o Município é acionista.

Miguel Borges explica que sem a agregação na empresa Tejo Ambiente, Sardoal “não iria ter financiamento algum para aquilo que são os investimentos que precisamos de fazer no nosso território no âmbito dos resíduos sólidos urbanos e saneamento. Só assim haveria esta comparticipação de fundos comunitários”.

Referindo acreditar no futuro, diz que atualmente “as perdas de água, controlos de consumos, as coisas estão a ser trabalhadas de uma outra forma que vai refletir por exemplo na grande dependência que a empresa Tejo Ambiente tem da prestação de serviços da venda de água em alta. Vamos conseguir reduzir todos estes custos iremos caminhar para resultados positivos” ainda que não cheguem já no próximo ano.

No entanto, recorda-se que empresas da natureza da Tejo Ambiente apenas suportam dois exercícios com resultado negativo, ao terceiro ano de maus resultados terá de ser dissolvida, segundo a legislação.

Do lado do PS, o vereador Pedro Duque deixou claro que tais resultados líquidos negativos da empresa intermunicipal “não invertem a nossa posição porque ainda estamos em campo que o saldo será favorável ao Município de Sardoal e a todos os outros que partiram para esta solução não obstante os obstáculos que vieram entretanto a surgir”. Ainda assim, Pedro Duque defende “um debate” nomeadamente sobre as “proporção dos investimentos”.

ÁUDIO: PEDRO DUQUE, VEREADOR SOCIALISTA:

 

Até porque mantendo-se “os prejuízos da Tejo Ambiente” o vereador socialista defende “uma reflexão” no sentido de perceber “até que ponto não nos valeria a pena partirmos nós, de per si,” para o investimento, recordando que comparticipações anuais superiores a 100 mil euros “davam um bom investimento” ainda que considere “desfavorável” perante a atual situação.

Por seu lado, Miguel Borges lembrou que “a União Europeia não financia projetos que não estão integrados em sistemas municipais. É preciso ganhar escala”.

Inicialmente estava previsto o arranque da empresa no dia 1 de janeiro de 2020 para os seis municípios, mas a transferência dos serviços de água, saneamento e resíduos para a Tejo Ambiente aconteceu apenas a 1 de junho do ano passado.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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