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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Sardoal | Candidatura “Viver ao Vivo, com Tempo no Centro” aprovada pelo Centro 2020

A Candidatura “VIVER AO VIVO, com Tempo no Centro”, da qual o Município de Sardoal foi promotor, em parceria com as autarquias de Castanheira de Pera e Celorico de Basto e com a Academia Internacional de Música Aquiles Delle Vigne, foi aprovada pelo Centro 2020, após ter submetida em agosto último. Uma candidatura no valor de 300 mil euros.

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Esta candidatura, apresentada no âmbito da “Programação Cultural em Rede”, subsidiada a 100% por fundos comunitários, visa a criação de uma rede de itinerância e intercâmbio cultural entre os três municípios envolvidos por forma a apoiar e a estimular os agentes e a economia local, bem como a definir e implementar um plano integrado de atividades culturais multidisciplinares com um eixo central na música clássica e na perceção sensorial do mundo.

“O Governo lançou esta candidatura que tem vários objetivos inclusivamente o de apoiar os agentes culturais e os artistas que têm atravessado um período muito difícil da sua vida, porque não têm espetáculos não têm a sua fonte de rendimento e de subsistência. É uma oportunidade dos municípios se poderem agrupar e criar redes, rotas no âmbito cultural”, explicou aos jornalistas o presidente Miguel Borges à margem da reunião de executivo que decorreu na quarta-feira, 13 de janeiro.

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Este projeto articula-se em rede entre agentes culturais e municípios, cruzando a região centro desde o rio Tejo (Sardoal), por perto de Espanha no alto da Serra da Estrela (Celorico da Beira), passando pelo curso do rio Zêzere e pela Serra da Lousã (Castanheira de Pera), para que “numa viagem, com tempo”, haja exploração conjunta “da história e cultura portuguesa pelos cinco sentidos em todos os locais, adquirindo dimensão superior e escala na promoção e captação da relevância do património português no contexto nacional e internacional”, pode ler-se em nota de imprensa.

“Convidámos outros dois municípios para criarmos esta rede. Pretende dar dinâmica cultural, introduzir valor no território ao mesmo tempo dar a conhecer os espaços menos prováveis para a realização dos espetáculos. Ou seja, não é de todo aconselhável, seria uma forma de desvalorizar a candidatura, dizendo que os concertos ou as ações se vão desenrolar no Centro Cultural. Não!”, afirmou Miguel Borges, exemplificando com “o sobreiro de Dona Maria”, uma árvore classificada.

O Município de Sardoal colocou na candidatura “um conjunto de ações que se vão desenvolver no sobreiro de Dona Maria, aproveitar os locais menos prováveis para dar visibilidade a outros locais de grande interesse”, como os Moinhos de Entrevinhas ou o Adro da Igreja, acrescentou.

Segundo o Município de Sardoal, o programa de ação “subdivide-se em 10 etapas (9 roteiros e uma ação de disseminação) com atividades que se entrelaçam para construir uma história variada e complexa, utilizando a riqueza do património local e assente numa lógica de economia social e circular que promove o tempo para e pela cultura, a partilha e o bem-estar, com imensas atividades variadas entrecruzando públicos das diferentes rotas como a Nacional 2, GR22, Geopark UNESCO, Rota do Sagrado, Caminhos de Santiago, variadas Rotas pedestres, públicos de geocache, de praticantes de parapente, de apreciadores dos produtos locais como o mel, marmelada, gelados, vinho, queijo, compotas, azeite, etc”.

A parceria com Castanheira de Pera e Celorico da Beira surgiu porque o Município de Sardoal “procurou municípios que fossem da mesma dimensão, que tivesse também o racional do interior e a necessidade de expor o bom que o interior tem. Tivemos várias reuniões de preparação nos três municípios, para percebermos quais os pontos em comum, como poderíamos potenciar esses pontos e acrescentar valor”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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