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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Sardoal | Caminhos da Pedra trazem ‘Catabrisa’, uma história de crianças e vento (c/FOTOS)

Os Caminhos da Pedra estão de regresso e trazem artistas nacionais e internacionais de teatro, música, circo contemporâneo, teatro de rua e dança para animar dois fins-de-semana em vários concelhos do Médio Tejo. Esta sexta-feira os mais pequenos acompanharam ‘Catabrisa’ no quartel dos Bombeiros Municipais de Sardoal. Quem perdeu tem mais duas sessões este sábado, de manhã e à tarde.

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“Talvez esta seja uma história sobre o vento porque é com o vento que vão e vêm as sementes, é com o vento que vão e vêm as ideias e a vontade de mudar o mundo”. Foram cerca de 50 as crianças do Agrupamento de Escolas de Sardoal, que escutaram estas e outras frases no espetáculo ‘Catabrisa’, uma peça de teatro para todos mas pensada nos mais pequenos, embora “não seja teatro para crianças” explica o mediotejo.net Filipe Caldeira, artista da Companhia Instável responsável pela interpretação da peça, que decorreu esta sexta-feira, 12 de outubro, à tarde, no quartel dos Bombeiros Municipais de Sardoal, no âmbito dos Caminhos da Pedra 2018.

O texto de ‘Catabrisa’, é de Eugénio Roda (Emílio Remelhe) a partir do livro ‘Catavento’ (Edições Eterogémeas). É um menino, em tudo igual a todos os meninos, que vive as maiores aventuras: a da curiosidade, do desejo, da descoberta, do espanto e da invenção, a aventura de quem nasce e cresce com o corpo e a mente aos rodopios. Joana Providência encenou e coreografou, Manuel Cruz (ex-Ornatos Violeta) musicou, Luís Mendonça desenhou cenografia e figurino e Filipe Caldeira interpretou.

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Juntos criaram um espaço de ideias em forma de sensação, um lugar de sensações em forma de gesto, um sítio de gestos em forma de som, um mapa de sons em forma de sombra, um mundo de sombras em forma de história para todos.

Filipe Caldeira nos Caminhos da Pedra 2018, em Sardoal.

O ‘Catabrisa’ surgiu “através de um convite da Susana Meneses, diretora do Teatro Luís de Camões (LUCA), na altura estava no Teatro Maria Matos, já conhecia esta equipa e convidou-nos” contou Filipe Caldeira. Trata-se de um espetáculo para pequenos e adultos, embora o público alvo sejam crianças dos 6 aos 10 anos de idade.

“O espetáculo é bem aceite pelo público. Tem muitas vertentes, teatro, dança, circo, texto, luz, cenografia…o público entra num lugar diferente, talvez um bocadinho mágico. As crianças saem levando coisas delas e os adultos adoram, talvez porque conseguem ver um todo, com a fisicalidade, as imagens propostas, a poética, tem sido muito bom”, afirma.

Nesta peça, apresentada dentro de uma tenda de pano com o público sentado no chão, os miúdos são convidados a conhecer um mundo de sombras em forma de histórias, num espetáculo a preto e branco e luz que dá vida às formas, onde às tantas aparece uma bola vermelha nas mãos do artista malabarista, um espetáculo físico e gestual, para verem, ouvirem, sentirem e pensarem como cada pessoa é diferente e interpreta também as histórias de diferentes formas.

O espetáculo mereceu ensaios durante dois meses “mas o trabalho é contínuo, porque é muito técnico, procurando-se que não transpareça técnica. Há a preparação e depois é deixar fluir, é um trabalho que tem tempos certos… a música, mas depois conseguimos a poética do movimento, a poética do espaço”, explica Filipe Caldeira.

Peça de teatro ‘Catabrisa’ da Companhia Instável, com Filipe Caldeira na interpretação, nos Caminhos da Pedra 2018, em Sardoal.

A segunda edição do projeto Caminhos, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, entra assim na reta final com o último momento do ano em que os caminhantes podem usufruir de cultura gratuita no Médio Tejo. Neste mês de outubro são sete concelhos, incluindo Sardoal, aqueles que recebem espetáculos, percursos artísticos e um projeto comunitário.

Com ‘Catabrisa’ que repete este sábado 13 de outubro às 11h00 e às 14h00 no Quartel do Bombeiros Municipais de Sardoal, Filipe Caldeira diz estar “muito contente” tal como o resto da equipa. A peça de teatro já fez “mais de 230 apresentações em Portugal de Norte a Sul, não é normal um projeto andar tanto. Para mim é uma dádiva, acho que nunca vou fazer outro assim. Trouxe muitas coisas boas. Quantos milhares de crianças de todo o País tivemos? Não sei”, diz.

Desde os centros urbanos, como Lisboa no Teatro Maria Matos “ a uma vila como Sardoal, no meio do monte ribatejano, uma aldeia em Amarante numa capela românica” exemplifica dando conta da capacidade da peça viajar numa tenda e ser colocada em qualquer lugar, como em Sardoal, num quartel de Bombeiros. “Também uma primeira vez. Essa é a mais-valia do espetáculo, essa capacidade de montar e não necessitar de uma sala de teatro, o teatro é a cenografia”.

Peça de teatro ‘Catabrisa’ da Companhia Instável, com Filipe Caldeira na interpretação, nos Caminhos da Pedra 2018, em Sardoal.

Filipe não sente que os públicos urbanos e rurais sejam diferentes. “Sinto é que crianças que vão muitas vezes ao teatro têm mais informação, procuram saber os detalhes técnicos”. O espanto, com os sons, as luzes e os desenhos do tipo marioneta de sombras, “depende de cada miúdo, alguns espantam-se sempre, vejam mil e uma coisas”, nota.

Em Sardoal, a cultura volta então a ser trilhada com inspiração nos Caminhos da Pedra no primeiro fim-de-semana da iniciativa e inclui a apresentação do espetáculo de teatro “Catabrisa”, da Companhia Instável esta sexta-feira 12 e também sábado dia 13, em igualmente duas sessões.

O percurso artístico “Pedra a Pedra”, criado por Ana Bento e com partida no Largo do Pelourinho pode ser explorado igualmente no sábado às 21h30 e às 11h30 e 16h00 de domingo. O projeto Caminhos regressa ao concelho no segundo fim-de-semana com uma proposta musical, que leva “La Negra” ao palco do Centro Cultural Gil Vicente, às 21h30 de dia 19.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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