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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Sardoal | Câmara vai candidatar construção de Creche Municipal a fundos comunitários

A construção de uma Creche Municipal em Sardoal vai ser proposta ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) assim que abram as candidaturas, num financiamento a 100%, anunciou o presidente da Câmara, Miguel Borges (PSD).

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“Temos a creche e sabemos que no PRR vem financiamento para a construção também de creches. O que vamos fazer é trabalhar no sentido, quando a candidatura surgir, às vezes com prazos muito curtos, temos o projeto e o espaço definido”, disse o autarca ao nosso jornal.

Miguel Borges defende que Sardoal “tem de ter uma creche se quiser aumentar a população. Se queremos que jovens casais venham morar para o Sardoal, a creche é fundamental, em qualquer concelho, em qualquer localidade que queira crescer”.

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Recorda-se que a Creche Municipal de Sardoal abriu portas no dia 1 de setembro de 2020. A funcionar no espaço do Jardim de Infância, a infraestrutura é constituída por três salas: um berçário, dos 4 aos 12 meses, uma sala para crianças dos 12 aos 24 meses e outra dos 24 aos 36 meses.

A creche era uma valência da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal que foi assumida pelo Município, visto que a primeira entidade tinha informado da decisão de encerrar definitivamente essa valência no final do anterior ano letivo, a 31 de agosto de 2020.

Miguel Borges considera que mesmo sendo uma Creche Municipal no futuro poderá ter uma gestão de uma Instituição Particular de Solidariedade Social. “Ouvimos falar cada vez mais na gratuitidade das creches, mas também sabemos que há cada vez um maior número de municípios a assumir esta responsabilidade das creches. O que importante é que tenhamos uma creche que funcione bem e tenha boas condições, agora quem fará a gestão é quem tiver maior disponibilidade e haja uma mais valia não só para o município mas também para as crianças e quem estiver a gerir”, disse.

Se futuramente as creches vierem a ser gratuitas, o presidente diz desconhecer o modelo mas lembra que o Estado central “comparticipa as creches que são das IPSS e com um valor substancial. Aos municípios não o pode fazer”.

Por isso, “ou o Estado comparticipa também aos município, o que não me importaria se assim fosse mas não acredito muito que venha a ser, mas financiar a 100% as IPSS que tenham a gestão das creches, até porque as creches têm uma série de custos fixos e a serem suportados na totalidade pelos pais, terão de ser cobrados valores muito elevados”.

No âmbito da Creche Municipal, na última reunião de executivo, foi aprovado por maioria o procedimento concursal para quatro lugares de assistente operacional, auxiliar de serviços gerais, que contou com a abstenção dos dois vereadores do Partido Socialista.

Os vereadores socialistas consideram que o Município “já tem recursos humanos suficientes” e portanto “não se justifica” mais quatro contratações. Pedro Duque lembra que a Câmara gasta quase 60% do orçamento municipal em encargos com recursos humanos.

Assume mesmo que a posição do PS “tem riscos políticos” mas perante “as evidencias acrescidas que a nossa tesouraria” e “por via dos investimentos que o município fez, a fatura vai aumentar significativamente. Isto vai onerar pela vida útil dos funcionários que venham a ser contratados”, afirmou o vereador do PS.

Em resposta Miguel Borges deu conta de serem necessários 15 funcionários para a Creche Municipal e garante que esses 15 trabalhadores “não podem vir de outros serviços do município”, justificando que “muitos dos nossos funcionários estão com serviços melhorados permanentes”.

Mas para Pedro Duque a situação da Creche Municipal é “provisória” e considera que manter tal valência “é muito ambicioso”.

“Uma das nossas IPSS está em mudança, vamos ver se não tem interesse em prestar essa valência”, disse, tendo feito notar que na Santa Casa da Misericórdia “os números estavam muito abaixo destes 15” {funcionários].

Miguel Borges justificou o número apresentado com “a situação de covid-19” para a qual “as exigências são diferentes”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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