Sardoal | Biblioteca no Externato Rainha Santa Isabel sem inauguração antes de 2023

O concurso para empreitada de requalificação do Externato Rainha Santa Isabel, em Sardoal, no valor de 740 mil euros, edifício onde será instalada a Biblioteca Municipal de Sardoal, decorreu numa primeira fase ficando deserto e numa segunda fase com seis concorrentes que reuniram as condições de elegibilidade. O vereador eleito pelo Partido Socialista, Carlos Duarte, pediu um ponto de situação e Miguel Borges disse estar “em período de audiência prévia”.

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Cinco anos depois da assinatura do primeiro protocolo para a requalificação do Externato Rainha Santa Isabel, em Sardoal, previa-se que a obra iniciasse até final de 2020. O presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges (PSD), chegou a avançar essa possibilidade, mas indica agora que o concurso para empreitada ficou vazio numa primeira fase tendo sido necessário avançar para um segundo concurso.

“Decorreu com seis concorrentes que reuniram as condições de elegibilidade e está agora no período de audiência prévia”, afirmou, em resposta a Carlos Duarte que solicitou um ponto de situação relativamente à futura Biblioteca Municipal. O vereador eleito pelo PS questionou ainda se o executivo de maioria PSD “pensa num plano condicente com o novo edifício ou vai esperar que a obra avance”, interrogou, sugerindo “formação dos mais novos e dos idosos” no combate à “iliteracia digital e à iliteracia de informação”.

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Recorde-se em 11 de junho de 2015 foi assinado um protocolo visando a construção de um hote que incluía uma contrapartida. Em 2017 veio a aprovar-se a cessão de posição contratual do projeto de requalificação da Casa Grande e instalação do Hotel de charme à empresa Requisitos de Sonho, Lda., pertencente ao grupo económico da Marimi – Sociedade de Gestão Hoteleira, S.A. (promotor inicial), havendo na altura a prerrogativa de requalificação do Externato Rainha Santa Isabel para instalação da Biblioteca Municipal (atualmente localizada no edifício da Casa Grande) a custo zero.

Mas esse contrato acabou denunciado pela Câmara no final de 2019 iniciando-se um novo procedimento com a obra de requalificação do Externato a ser incluída no PARU – Plano de Ação para a Regeneração Urbana.

Entretanto, o município avançou com candidatura a fundos comunitários no sentido de requalificar o Externato Rainha Sta. Isabel para instalação da Biblioteca.

Após o período de audiência prévia “seguem os procedimentos normais, pedido de parecer ao Tribunal de Contas” para adjudicação da empreitada e “começar a obra” explica o presidente.

Quanto ao plano para a nova Biblioteca Municipal, Miguel Borges manifesta-se preocupado “com a Biblioteca atual. Se não estou muito enganado a nova Biblioteca não estará em funcionamento antes de dois anos. Pela experiência que temos das respostas do Tribunal de Contas, todos os procedimentos administrativos e burocráticos, o inicio de uma obra que terá a duração de cerca de um ano… seria otimista se daqui a dois anos estivéssemos a inaugurar esta Biblioteca. Estamos numa época covid-19” lembrou.

Na atual Biblioteca Municipal assegura que o trabalho “de articulação com a escola, com a rede de bibliotecas, com outras bibliotecas no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo está a ser feito. Nunca a articulação foi tão bem feito como agora, nunca o trabalho em equipa, em rede, foi tão bem feito e vê-se pela qualidade que tem sido a nossa semana da leitura e outras atividades realizadas ao longo do ano”.

Recordou também que a Biblioteca Municipal “praticamente não encerrou” durante a pandemia, dando início ao projeto ‘Livro à Janela’, e “queremos continuar que assim seja, concluiu”.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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