Sardoal | Autarca fala em “situações estranhas” em incêndios e quer Exército no terreno (c/audio)

Incêndios quase todos os dias em Sardoal levam autarca a falar em “situações estranhas”. Foto: DR

As chamas voltaram a lavrar no concelho de Sardoal, depois de vários incêndios ali terem deflagrado desde sexta-feira, um dia em que o fogo chegou a ter três frentes ativas destruindo 42 hectares de floresta. O presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, fala em “situações estranhas” e defende a presença de militares no terreno como força dissuasora de atos criminosos ou de incúria. Na quarta-feira as chamas voltaram a assolar o concelho, sendo que o primeiro alerta foi dado às 7:30 da manhã para os Andreus. Às 16:00 eclodiria um outro incêndio na zona de Entrevinhas.

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Na ultima reunião de executivo o autarca destacou “o empenho e o despacho inicial de meios” para o incêndio de sexta-feira, que classificou de “fantástico”, a par do ataque inicial e de primeira resposta ser muito elogiado. “Toda a atuação e todos os meios disponíveis foram o sucesso” do combate àquele incêndio” de sexta-feira, um fogo que, segundo Miguel Borges, “estava num sítio muito difícil”, reportando-se a Andreus.

No entanto, o presidente classifica-o e um incêndio “estranho” tal como “a projeção a três quilómetros de distância, do lado de Alcaravela, que por acaso foi detetada pelo avião Óscar” o que resultou em 11 descargas realizadas pelos meios aéreos no local, e “evitou que o fogo tomasse outras proporções”.

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Por considerar a existência de “situações estranhas” nos incêndios verificados nos últimos dias no território de Sardoal, Miguel Borges decidiu convocar uma reunião extraordinária na Comissão de Defesa da Floresta, que estava prevista para esta quarta-feira e o que fogo desta tarde obrigou a adiar para sexta-feira. A reunião vai contar com a presença de várias entidades nomeadamente a Polícia Judiciária, a Guarda Nacional Republicana porque, defende Miguel Borges, “achamos que existem situações estranhas que precisam de ser clarificadas”.

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Além disso, o também presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém defende “uma presença dissuasora” no terreno referindo-se concretamente à presença do Exército Português.

Autarca de Sardoal fala em “situações estranhas” em incêndios e quer Exército no terreno. Foto: DR

Considerando essa presença “muito importante”, falou não só “dos bombeiros que estão em pré-posicionamento para que haja um ataque rápido”, da GNR, que “faz o que pode”, tendo defendido que, “se calhar, está na altura de voltarmos a colocar no terreno, à semelhança dos anos anteriores, o Exército, que tem meios e homens suficientes para poder andar a circular ou estar presente” na floresta e nas zonas mais críticas.

Uma situação que na quarta-feira já ocorreu, com a presença de fuzileiros no terreno, situação que mesmo assim não evitou a ocorrência de um incêndio que mobilizou 10 meios aéreos e cerca de 200 bombeiros.

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