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Sardoal | Autarca anuncia nova antena e reforço de rede móvel em Alcaravela (C/ÁUDIO)

Na última reunião de executivo, Miguel Borges (PSD) referiu o pedido de esclarecimento feito recentemente ao Governo por deputados eleitos pelo PS no distrito de Santarém, elogiando a iniciativa mas lamentando que o presidente da Câmara tenha tido conhecimento destas perguntas através da comunicação social. O autarca deu conta que o problema do sinal de telecomunicações no concelho está em vias de ser resolvido, e que “muito em breve” haverá “uma nova antena para reforçar a rede na freguesia de Alcaravela. É intenção, em muito curto de espaço de tempo, instalar uma antena na vila de Sardoal”, avançou.

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“Foi certamente um lapso mas teria ficado mais confortável se os senhores deputados do Partido Socialista, antes de fazerem a pergunta ao senhor ministro e tê-la divulgado pela comunicação social sem a terem divulgado ao presidente de Câmara, podia talvez ajudar naquilo que seria a pergunta dos senhores deputados”, disse o presidente.

Os deputados socialistas eleitos pelo distrito de Santarém alertaram há duas semanas o ministro das Infraestruturas e Habitação para a falta de cobertura de rede de Internet e telemóvel no concelho do Sardoal, situação que, afirmam, continua a causar constrangimentos no teletrabalho e nas aulas ‘online’.

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Referindo ser “um assunto recorrente”, Miguel Borges lembrou serem “deputados do distrito, não são deputados do partido A, B ou C. Eleitos para representar o distrito”.

O autarca, que preside a um município com 92 quilómetros quadrados e cerca de 3.700 habitantes num território de base florestal e com lugares muito dispersos, mencionou o pedido de esclarecimento feito ao Governo por deputados eleitos pelo PS e lembrou já ter alertado em 2019 o primeiro-ministro, António Costa, sobre a situação.

Nessa conversa “disse-lhe que o interior é muito bom, o interior é muito importante, mas enquanto não tivermos uma boa rede de comunicação móvel e de Internet a atratividade do interior será sempre muito reduzida, será sempre muito baixa, porque hoje já ninguém consegue viver sem esta atratividade”, lembrou Miguel Borges.

Em agosto de 2020, o presidente escreveu à ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a pedir a intervenção do Governo na melhoria da cobertura das redes móvel e de Internet no interior, recordou ainda.

“No meio disto tudo há o processo 5G, que o senhor primeiro-ministro em 2019 disse-me que iria resolver o problema, mas também sabemos que esta questão dos concurso muitas vezes trazem problemas e a culpa nem sempre é do Governo, como os concurso e atrasos que acontecem nas câmara municipais, nem sempre é do presidente de câmara ou do executivo”, disse o autarca.

Lembrou também que Ana Abrunhosa estabeleceu uma meta de 85% de cobertura em Portugal, valor que Miguel Borges considerou “pouco” para um país europeu defendendo “sermos mais ambiciosos” atingindo os 100%.

“Se tivesse sido questionado pelos deputados do PS”, Miguel Borges teria dito que “as coisas estão a andar”. E refere os contactos estabelecidos com uma operadora numa “vontade de nos ajudar e resolver este problema”. No dia 30 de outubro, a câmara recebeu uma carta para reforço da rede móvel em Sardoal.

Dois meses depois, a empresa solicita a colocação de uma antena de rede móvel em zona mato de proteção, não sendo possível tendo em conta os instrumentos de gestão territorial e “os constrangimentos da REN e da RAN que servem para proteger a biodiversidade e o ambiente”, explicou o presidente.

Entretanto, segundo Miguel Borges, a empresa encontrou um local a menos de 800 metros de um posto de transformação e “muito em breve teremos uma nova antena para reforçar a rede na freguesia de Alcaravela. É intenção, em muito curto de espaço de tempo, instalar uma antena na vila de Sardoal”.

Miguel Borges deu conta ainda que o Partido Ecologista Os Verdes também questionou o ministro das Infraestruturas e da Habitação mas deu conhecimento ao presidente de Câmara.

“Essa diferença por vezes é muito importante: não se refere ao concelho de Sardoal. Faz uma pergunta, a meu ver muito bem porque este problema não é só de Sardoal mas de muitos concelhos infelizmente. O Partido Ecologista Os Verdes pede que o senhor ministro identifique distrito a distrito quais são os locais onde há estes constrangimentos”.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE DA CÂMARA MIGUEL BORGES

Os deputados do PS “vêm com dois anos de atraso” embora “muito bem, porque nunca é tarde”, concluiu Miguel Borges. Contudo, teme pela forma como as abordagens são feitas.

“Não gostaria de modo nenhum que, ao fazer uma pergunta exclusiva de Sardoal, esteja a dar uma ideia que o nosso concelho é o único que não tem rede de comunicações. Não é verdade!”, afirmou, admitindo ser deficitário o acesso à Internet e rede móvel.

Em resposta, o vereador eleito pelo PS começa “por corrigir” as afirmações de Miguel Borges indicando que os deputados socialistas questionaram o Governo também sobre outros concelhos do distrito de Santarém, nomeadamente Rio Maior, Benavente e Salvaterra.

Pedro Duque recordou que a ministra da Coesão Territorial vincou em Sardoal, na cerimónia do dia do concelho, que a solução para a resolução do problema das redes móveis “era da competência do Governo […] se os deputados do PS tivessem questionado o senhor presidente sobre este tema não me parece que pudesse dar um contributo decisivo”, contudo, lamenta que “não o tenham feito”.

O vereador lembrou que “o Governo está em escrutínio permanente dos deputados eleitos pela nação” entendendo de “salutar” a iniciativa partir de deputados eleitos do partido que suporta o Governo “fazendo questões que são incómodas […] talvez o senhor presidente tenha ficado frustrado por não serem os deputados do PSD a levantar esta questão na medida em que fazem a propagação da sua preocupação pelo interior”, opinou.

OIÇA AQUI O VEREADOR PEDRO DUQUE

Pedro Duque nega que o problema da falta de rede móvel em Sardoal venha com dois anos de atraso porque “há cerca um ano já os deputados eleitos pelo PS haviam posto esta questão na Assembleia da República. É uma questão bem presente”, concluiu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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