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Sábado, Outubro 23, 2021

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Sardoal | ACES do Médio Tejo recebe “102 vacinas contra a covid-19”, um número “ridículo”, diz Miguel Borges (c/ÁUDIO)

Na semana passada, a ministra da Saúde admitiu que o Plano de Vacinação contra a covid-19 tem dificuldades na sua implementação, entretanto o novo coordenador da ‘task force’, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, garantiu que os grupos prioritários previstos no plano de vacinação contra a covid-19 não serão alterados apesar dos atrasos no fornecimento de vacinas. Ao distrito de Santarém chegaram 202 vacinas, sendo 102 atribuídas ao ACES do Médio Tejo.

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Em Sardoal, o presidente da Câmara Municipal considera o plano de vacinação “uma pequena trapalhada”. Na última reunião de Executivo, que teve lugar esta quarta-feira, 10 de fevereiro, indicou que em relação à vacinação nos lares “alguns vão começar a segunda fase” de vacinação e “noutros já está concluída a segunda vacina”.

No entanto, em relação à vacinação aos grupos prioritários nesta fase – idosos com mais de 80 anos e pessoas entre os 50 e os 79 anos com patologias de risco associadas – Miguel Borges (PSD) desconhece quando avançará a vacinação em Sardoal. O presidente respondia a uma questão sobre a vacinação no concelho, colocada pelo vereador eleito pelo Partido Socialista, Pedro Duque.

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Recorda-se que segundo o Governo, os serviços de saúde identificaram 957 mil pessoas para vacinar contra a covid-19 correspondentes a idosos acima de 80 anos e pessoas entre os 50 e os 79 com uma das comorbilidades de risco.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE MIGUEL BORGES:

 

Ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo que abrange uma população de 250 mil pessoas – dos 11 municípios do Médio Tejo, excluindo Sertã e Vila de Rei – “era suposto chegarem mais de 4 mil vacinas e chegaram 102. Ou seja, neste momento estão 102 vacinas disponíveis para efetuar este trabalho. É um número ridículo! E com este número é muito difícil fazer planeamento”, constatou o presidente da Câmara de Sardoal.

Miguel Borges refere “um desagrado enorme por parte dos presidentes de Câmara” notando que na sua qualidade de presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil tem acompanhado o processo de perto.

Critica o processo dizendo: “a vacina é assim: aquilo que foi dito há pouco numa reunião, agora já pode ser precisamente o contrário. Não é possível entender!”.

Contou aos vereadores que na segunda-feira esteve numa reunião sobre a vacinação contra a covid-19 e “hoje, passados dois dias já não valia. É uma confusão total, é uma falta de planeamento, de programação que ninguém consegue entender” disse atribuindo “culpas” à falta de vacinas desconhecendo a razão de “não haver número de vacinas suficiente. É ridículo quando para do distrito de Santarém vêm 202 vacinas”.

Para Miguel Borges “é esperar!” acrescentando que a forma como as pessoas serão convocadas para a vacinação “é outra confusão”. Explica que “não respondendo à primeira convocatória será feito um contacto mais direto, por exemplo para o telefone fixo, no caso de não terem móvel. No caso de não ser possível será por carta. O que me assustou, porque com a rapidez dos CTT no nosso território vai ser uma maravilha” ironiza.

O presidente manifesta um nível de confiança no processo de vacinação “muito baixo”.

Miguel Borges deu ainda conta da existência de quatro Centros de Vacinação no Médio Tejo; em Ourém, Torres Novas, Abrantes e Tomar. Mas “cada concelho terá o seu posto de vacinação que será no centro de saúde”.

Quanto à convocatória ser feita de forma aleatória por um programa informático, Miguel Borges desconhece se tal programa “funciona bem”.

O mediotejo.net aguarda por esclarecimentos já solicitados ao ACES Médio Tejo sobre a programação definida para esta fase da vacinação contra a covid-19 dando conta dessas informações de interesse público assim que possível.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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