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Sábado, Julho 24, 2021

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Sardoal | Presépios de Portugal em exposição no Gil Vicente (C/fotos e vídeos)

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, tem patente até ao dia 27 de janeiro a exposição ‘Presépios de Portugal – O Imaginário Tradicional’, “uma pequeníssima amostra da grande coleção” propriedade da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, segundo explicou o padre Francisco Valente, presidente da Comissão para os Bens Culturais da dita Diocese. Trata-se então de uma mostra da coleção de Sequeira, com mais de 900 presépios, doado à Diocese de Portalegre e Castelo Branco, representativos de diversas zonas do país, que dão a conhecer diferentes representações populares e etnográficas da Natividade.

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Esta exposição pretende “mostrar a diversidade da formalização da vivência do mistério da Natividade dentro do nosso País, revelando como é tão querido ao povo português”, referiu o padre Francisco Valente, dando conta de presépios desde o Minho ao Alentejo passando pela Estremadura. “Se quisermos olhar para a história do presépio há uma data marcante: 1223 quando São Francisco de Assis pede ao Papa se o autoriza a representar o mistério da Natividade e a primeira camada social a assimilar estes mistérios é o povo e por isso o representa em figuras ingénuas e simples mas que falam de ternura”, sublinha.

Em Portugal “a partir do século XVI, o barroco é período de grande exuberância do presépio” e também “a década de 40 do século XIX em que o rei Fernando II, sendo alemão, com saudades da sua terra, decide fazer no palácio real não o presépio mas a árvore de Natal, que era a sua tradição. Aparecem até figuras do rei em que este se veste de São Nicolau e distribui presentes aos filhos”, conta.

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Francisco Valente defende que nos últimos anos “o presépio tem sido redescoberto”, em conjunto “com as raízes da nossa tradição”, colocando-o de novo “no centro da cultura portuguesa”.

O povo entende “sensivelmente estas coisas, por isso vemos artesãos associarem os presépios aos mistérios da vida, ao trabalho”, motivo pelo qual é possível ver na exposição “juntas de bois com presépios, pombais que existiam nas casas com esta ligação à paz, candelabros com expressão de luz”, refere. O presépio “ganha esta dimensão que implica nela a vida humana, uma forma popular de expressar alegria” do Natal, observa Francisco Valente.

A mostra “Presépios de Portugal – O Imaginário Tradicional”, da autoria de João Soares em colaboração com Filomena Gaspar e Ana Rosa Carita, pode ser visitada no horário do Centro Cultural Gil Vicente, de terça a sexta-feira, das 16h00 às 18h00, e ao sábado e domingo, das 15h00 às 18h00.

A inauguração da exposição iniciou-se com uma visita às Capelas da Vila, com ponto de encontro nos Paços do Concelho. A acompanhar os visitantes estiveram, entre outras personalidades, o presidente da Câmara Municipal (CM) Miguel Borges, o vereador Pedro Duque e o vereador Pedro Rosa.

Em 2017 a CM de Sardoal lançou ”um desafio a toda a comunidade, um pouco em exemplo daquilo que fazemos na Semana Santa no âmbito da Fé e da Religiosidade”, disse Miguel Borges. O objetivo é avocar “esta época olhando para o presépio e para o simbolismo que todos, sendo crentes ou não, acabamos por assumir com um espírito diferente”, declarou o presidente durante a inauguração da mostra.

O desafio foi aceite por várias instituições e por populares que enfeitaram as igrejas e capelas da vila com um presépio, bem como as igrejas e capelas das freguesias do concelho “onde estão expostos presépios feitos pelas diferentes comunidades”, de forma ímpar e original, referiu ainda o autarca.

Em visita esteve a Capela do Espírito Santo, com um presépio elaborado por populares; a Capela da Nossa Senhor do Carmo propriedade da CM de Sardoal; a Igreja Matriz de Santiago e São Mateus; a Capela de Santa Catarina, com um presépio realizado pelo GETAS (Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal) onde os convidados foram surpreendidos pela primeira apresentação oficial do Coro à Capela dos GETAS após um interregno de 14 anos, liderado pelo maestro Aníbal Lobato. Recorda-se que o presidente Miguel Borges chegou a Sardoal em 1987 precisamente para criar o GETAS tendo sido o maestro do anterior coro à capela.

Foi ainda visitada a Capela de Sant’Ana enfeitada pela Filarmónica União Sardoalense; a Igreja de Santa Maria da Caridade, com um presépio da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal; e a Capela de São Sebastião também enfeitada por populares.

Nos dias 23, 30 e 31 de dezembro os templos voltarão a abrir as suas portas, entre as 14h00 e as 17h00, para que os presépios possam ser visitados. No dia 23 de dezembro o Município disponibilizará transporte para visitar também as capelas e igrejas do concelho, com ponto de encontro no Centro Cultural Gil Vicente pelas 15h00.

Realizada pela primeira vez, a iniciativa conta com o envolvimento das paróquias e da população, enquadrando-se na estratégia do Município do desenvolvimento do turismo religioso. A visitação aos presépios nas capelas e igrejas fora da vila tem uma duração prevista de duas horas, com passagem por Valhascos, Cabeça das Mós, Presa, Santa Clara, Panascos, Vale das Onegas, Santiago de Montalegre, Andreus e São Simão.

À inauguração da exposição seguiu-se um concerto de Natal pela Filarmónica União Sardoalense liderada pelo maestro Américo Lobato. O espetáculo contou com uma estreia na abertura: cantigas de Natal pelo Grupo Coral infantil do projeto social ‘Viva Música’.

Sardoal | Apresentação do Coro à Capela do GETAS na inauguração da exposição 'Presépios de Portugal' no Centro Cultural Gil Vicente.

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Sardoal | Concerto de Natal da Filarmónica União Sardoalense com o maestro Américo Lobato.

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 16 de Dezembro de 2017

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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