Sardoal | 20 alunos sinalizados à CPCJ durante o ensino à distância

Foto: Pixabay

O Ministério da Educação determinou e o Agrupamento de Escolas de Sardoal aplicou. 20 alunos que durante o ensino à distância não cumpriam os deveres escolares, no terceiro período do ano letivo que agora terminou, ou seja, levantando suspeitas de abandono escolar, foram sinalizados junto da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e acabaram na escola de Sardoal a fazer os trabalhos de casa.

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A questão partiu do vereador Pedro Duque, eleito pelo Partido Socialista, que na última reunião de executivo municipal de Sardoal, na segunda-feira, 13 de julho, quis saber dos resultados finais do Agrupamento de Escolas de Sardoal, tendo em conta o ensino à distância que ocorreu no terceiro período do ano letivo que agora terminou, no contexto da pandemia de covid-19.

O presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), deu conta de ainda não ter dados nomeadamente sobre a opinião dos encarregados de educação quanto à forma como decorreu o ensino à distância, mas disse que a Câmara “tudo fez para que corresse bem. A ideia que tenho é que não correu assim tão mal. Até inovamos!”, afirmou.

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E essa “inovação” prende-se com a recomendação do Ministério da Educação que defendeu o controle da assiduidade dos alunos em tempo de ensino à distância, designadamente alertando as autoridades, ou seja o dever da escola avisar a CPCJ no caso de suspeita de abandono escolar.

Em Sardoal, 20 alunos dos vários anos de escolaridade “não faziam os trabalhos de casa. Os pais não acompanham, mas a partir do mês de maio, ao termos conhecimento que os alunos não cumpriam as obrigações escolares, articulando com a Escola, foi feita a sinalização na CPCJ”, explicou o presidente.

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Decidiu-se então que “a escola não pode ter os alunos todos, mas pode ter 20 que não fazem os trabalhos de casa”. E esses 20, depois de serem feitos horários específicos para a situação, a autarquia ia buscar os alunos às diferentes localidades, com transporte assegurado pelo circuito municipal.

“Esses foram duas a três vezes por semana à escola onde faziam os trabalhos de casa e tinham um acompanhamento diferente com os professores de apoio. A partir de determinada altura passaram a ter aulas também presenciais”, indicou o presidente.

Se voltar a acontecer, a medida voltará a ser posta em prática “logo de inicio”, garantiu Miguel Borges, por considerar “uma boa prática”.

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