Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sexta-feira, Setembro 17, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“São Martinho”, por Armando Fernandes

Dispenso-me de referir a lenda de S. Martinho, a Internet regista-a, mas já não me dispenso de falar dos vinhos ribatejanos da chancela TEJO. E, porque o faço? Porque cumprindo a tradição de no dia de S. Martinho o vinho, a província atravessada e banhada pelo rio estrada de civilização é berço de vinhas produtoras de vinhos de excelente qualidade e à altura de ombrearem com outros representativos de outras regiões.

- Publicidade -

Nem sempre foi assim! É verdade, porém os graves e profundos progressos quer no tocante às vinhas, quer no tocante às adegas, permitiram aos produtores e aos enólogos conceberem o «milagre» sem a capa do Santo, sim através de insano trabalho, muito estudo e investigação, obtendo estupendos resultados como se comprova pela sua crescente implantação nos mercados e reconhecimento nos certames competindo vitoriosamente no confronto com os tranquilos e intranquilos das várias latitudes, longitudes e altitudes nacionais e estrangeiras.

O investigador Francisco Adolfo Coelho publicou entre 1938 a 1962, na Informação Vinícola, da Junta Nacional dos Vinhos, apontamentos acerca dos vinhos portugueses. No tocante ao Ribatejo salientou os de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Tomar, Salvaterra de Magos, Santarém, Valada e Vila Franca de Xira. As considerações foram lisonjeiras, no entanto, se estabelecermos um quadro das boas produções de agora verificamos quão grande é o progresso, pensemos nos néctares dos concelhos de Abrantes e Sardoal, sem esquecer os de Ourém.

- Publicidade -

O admirável fundibulário Fialho de Almeida escreveu o País das Uvas, pois bem é caso para dizer o Ribatejo é território de uvas. Boas uvas, gulosas uvas, parideiras de graciosos e vigorosos vinhos. E, no dia do Santo, bebe-se vinho. Há quem beba água-pé e jeropiga. O dia é contra os abstémios, não por acinte ou falta de respeito, sim porque o vinho alegra os corações e exalta as convivialidades desde que não tolde o raciocínio. Não se esqueçam das castanhas!

  1. É enorme a bibliografia respeitante ao vinho. Algumas obras ensinam a apreciá-los, porém o melhor é treinar, treinar.

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome