Santarém tem Comissão para criação do Museu 25 Abril e dos Valores Universais

Afirmar Santarém como “cidade fundamental para a compreensão do 25 de Abril, dos Valores Universais e da Democracia em Portugal” é o propósito da autarquia com a criação do futuro Museu temático da cidade, que tem uma Comissão de instalação.

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A Comissão, apresentada segunda-feira na Câmara de Santarém, integra nomes como os de Natércia Maia, viúva do Capitão de Abril Salgueiro Maia, a par do coronel Correia Bernardo, 76 anos, militar que estava na Escola Prática de Cavalaria de Santarém (EPC) aquando da ação militar que conduziu à Revolução de Abril de 1974.

Na ocasião, o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, referiu que o futuro Museu 25 Abril e dos Valores Universais pretende realçar nomeadamente o papel da EPC e de Salgueiro Maia no contexto da defesa desses mesmos valores e ideais.

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“Realçar os valores de coragem, de abnegação de homens como Salgueiro Maia e seus colegas de armas, estrategas e executantes exemplares na consecução das operações militares que se apresentaram como intérpretes e defensores do Bem Comum e dos Direitos do Homem e que contribuíram para o estabelecimento da Democracia em Portugal”, são algumas das premissas em que assenta a construção do Museu, para o qual o presidente da Câmara de Santarém afirmou ter financiamento no âmbito de fundos comunitários.

“O Museu tem de estar pronto em 2020, no âmbito de um projeto a fundos comunitários para reabilitação do edifício da EPC e, para uma primeira fase, que pode demorar cerca de um ano, temos 700 mil euros para elaborar um plano e as linhas orientadoras para pensar e estruturar a criação do equipamento, e para o qual toda a sociedade é convocada a participar, para que sinta o museu como seu e como parte da sua história”, disse Ricardo Gonçalves.

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“Vamos criar dinâmicas, grupos de trabalho e parcerias locais, alargada a membros da sociedade civil e à história do 25 de Abril, para se debruçarem sobre a história, a museologia e outros fatores, de modo a que todos possam sentir e contribuir para a edificação deste museu”, destacou.

O primeiro passo vai ser elaborar o programa museológico que servirá como linha orientadora para o processo de criação do museu e do espaço físico onde se integrará, constituindo diferentes grupos de trabalho de forma a desenvolver e aprofundar as diversas áreas que dinamizarão o espaço, como Estudo e Investigação, Museologia, Arquitetura, Comunicação, multimédia e imagem, Divulgação e marketing cultural.

“Santarém já merecia há muito tempo um museu que contasse a história do 25 de abril e faz todo o sentido que se aposte na criação de um espaço que respeite aquele momento e projete o que o mesmo significa, a vários níveis, e a nível nacional e internacional”, destacou o capitão de abril, hoje coronel, Correia Bernardo

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