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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Santarém | PSD pede “medidas urgentes” para garantir unidade coronária do Hospital

Os deputados do PSD eleitos por Santarém pediram esta segunda-feira, dia 5 de novembro, à ministra da Saúde “medidas urgentes” para garantir o funcionamento da unidade coronária do Hospital Distrital de Santarém (HDS).

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Numa pergunta entregue no parlamento, Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho consideram não ser aceitável nem compreensível que “um serviço desta importância” seja encerrado, como aconteceu no HDS, querendo saber, nomeadamente, se ocorreu “temporária ou definitivamente”.

Afirmando que os cidadãos do distrito merecem “o maior empenhamento do Ministério da Saúde na resolução deste problema cuja solução pode ser determinante para muitas vidas”, os deputados salientam as dificuldades que o HDS tem sentido e que “condicionam a qualidade do serviço prestado”.

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Em particular, apontam as “consequências da alteração do horário de trabalho das 40 para as 35 horas semanais, a falta de liquidez financeira, os atrasos nas transferências por parte do Ministério da Saúde, o subfinanciamento, a demora nas diversas autorizações necessárias do Ministério das Finanças, os atrasos no investimento no novo bloco operatório, o desnorte e falhanço do Governo no aumento de capital necessário para ultrapassar a existência de capitais próprios negativos e que tem levado a recorrentes vetos do Tribunal de Contas para os diversos investimentos em curso”.

Sobre a informação de que a unidade coronária do serviço de cardiologia do HDS “teria sido encerrada”, os deputados social-democratas sublinham que só existem alternativas em Abrantes e em Lisboa e questionam o Ministério da Saúde sobre o que está a fazer para assegurar o funcionamento deste serviço.

“Recordamos que esta unidade, de extrema importância para a região, foi inaugurada pelo então ministro da Saúde Luís Filipe Pereira e financiada em cerca de 80% por fundos europeus. Quando foi criada, esta unidade procurava dar uma resposta vital aos cidadãos do distrito e tinha como objetivo o internamento das síndromes coronárias agudas (enfartes), arritmias graves, insuficiência cardíaca aguda, síndromes aórticos agudos, emergências hipertensivas, embolia pulmonar e outras situações de alto risco”, afirmam.

A pergunta entregue no parlamento questiona ainda o Governo sobre que iniciativas irá desenvolver para aumentar a atratividade do HSD na contratação de médicos.

Os deputados lembram que o HDS “não tem uma Unidade de AVC (não existe alternativa num de raio 70 quilómetros), não tem hemodinâmica (as mais próximas ficam em Leiria e Lisboa) e fica sem Unidade Coronária (existentes em Abrantes e Lisboa)”.

Também a deputada e presidente da distrital de Santarém do CDS-PP, Patrícia Fonseca, anunciou que vai questionar o Governo sobre esta e outras situações existentes no HDS.

CDS-PP alerta para constrangimentos no Hospital

A deputada e presidente da distrital de Santarém do CDS-PP alertou para os constrangimentos do atraso na conclusão das obras do bloco operatório do Hospital de Santarém e para o “sério risco” deste perder financiamento para atualização da rede informática.

Em comunicado, Patrícia Fonseca, que se reuniu a semana passada com a administração do Hospital Distrital de Santarém (HDS), afirma que vai questionar a nova ministra da Saúde, Marta Temido, sobre a situação desta unidade hospitalar, que tem visto sucessivas recusas de visto por parte do Tribunal de Contas, tanto para a conclusão das obras do bloco operatório como para atos de gestão corrente.

Para a deputada, “o atraso na conclusão das obras do bloco operatório tem como consequência um maior constrangimento dos doentes e dos profissionais, que têm de se deslocar à unidade hospitalar de Torres Novas, com um substancial acréscimo de custos que tem vindo a ser suportado pelo já deficitário orçamento do Hospital, o que confere uma enorme ineficiência de recursos e contribui para o aumento da dívida”.

A também líder da distrital centrista afirma ter sido informada pela nova administração do HDS, presidida por Ana Infante, de que o reforço de verbas anunciado em julho pelo anterior ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, “foi, na realidade, um adiantamento de parte das verbas do contrato programa com o Hospital, pelo que o CDS-PP conclui que o Governo ‘empurrou com a barriga’ um problema que agora é ainda maior”.

O comunicado refere ainda que o HDS corre “o sério risco de perder o financiamento, que é a 100%, para a atualização da rede informática para a desmaterialização do processo clínico, por não ter as verbas necessárias para adiantar os pagamentos”, o que considera “absolutamente inaceitável”.

Por outro lado, afirma que o facto de o Governo só ter autorizado 14 das 22 vagas solicitadas para médicos especialistas e de, dessas, apenas seis terem tido candidatos, “revela, infelizmente, a falta de motivação que os médicos têm para integrarem a equipa do HDS, ao que certamente não é alheia toda esta problemática”.

A deputada apontou, em particular, a situação da unidade de coronária do serviço de cardiologia, “que chegou a estar encerrada temporariamente uns dias”, tendo a administração garantido que se tratou de “uma situação pontual” e que está “a reorganizar o serviço de forma a prestar os melhores e mais atempados cuidados de saúde aos utentes”.

Considerando a situação do HDS “insustentável”, Patrícia Fonseca lembra que já em setembro tinha questionado o Governo sobre se seriam “disponibilizadas verbas de imediato para ultrapassar o problema e garantir que o serviço assistencial à população não é posto em causa” e lamentou a “não resposta” do então ministro.

Agência de Notícias de Portugal

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