Santarém | ‘Por um Tejo Livre’, proTEJO apela a “vogar contra a indiferença”

Movimento pelo Tejo promove 8ª edição do 'Vogar contra a Indiferença' Créditos: mediotejo.net

O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vai celebrar o Dia Mundial da Migração dos Peixes no próximo dia 24 de outubro com a descida de canoa “8º Vogar contra a indiferença”. Face ao estado de calamidade do país o proTEJO deu conta que apenas irá realizar a descida de canoa de Caneiras em Santarém até Valada no Cartaxo, e que estão canceladas as restantes partes do evento, como seja a concentração ibérica de cidadãos “Por Um Tejo Livre”. A descida de canoa tem 50 lugares disponíveis em 25 embarcações que pretendem colorir o rio Tejo de todas as cores, estando as inscrições abertas até esta segunda-feira, dia 19 de outubro.

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O movimento de defesa do rio Tejo promove a atividade “numa demonstração contra a construção de açudes e barragens com a finalidade de reter água para consumo na agricultura intensiva, defendendo um rio livre e com dinâmica fluvial para assegurar os fluxos migratórios das espécies piscícolas, a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos e o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas”.

O “8º Vogar contra a indiferença” inicia-se pela manhã na aldeia avieira de Caneiras com um percurso fluvial em canoa. O passeio pretende facultar uma experiência de comunhão com a beleza do património natural de um rio Tejo livre com dinâmica fluvial e do património cultural do rio Tejo associado à pesca tradicional no Município do Cartaxo e no Município de Santarém, em especial, as aldeias avieiras de Palhota e de Caneiras.

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Para o proTEJO este património natural e cultural do Tejo deve ser defendido pela rejeição dos projetos de construção de novos açudes e barragens – Projeto Tejo e Projeto de Barragem no rio Ocreza – e pela exigência de uma regulamentação daqueles que já existem de modo a garantir: um regime fluvial adequado à prática de atividades náuticas e à migração e reprodução das espécies piscícolas; um estabelecimento de verdadeiros caudais ecológicos; e uma continuidade fluvial proporcionada por eficazes passagens para peixes e pequenas embarcações.

A descida de canoa tem 50 lugares disponíveis em 25 embarcações que pretendem colorir o rio Tejo de todas as cores, estando as inscrições abertas até ao 19 de outubro (segunda-feira) para quem desejar descobrir o rio Tejo num percurso entre a aldeia avieira de Caneiras, no município de Santarém, e a praia fluvial de Valada, no município do Cartaxo.

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O objetivo do movimento passa por “consciencializar as populações ribeirinhas para a sobre exploração da água do Tejo que se avizinha com a construção de novos açudes e barragens e a que já existe face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases da água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear, realçando ainda a importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as atividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar”.

Esta atividade é então organizada pelo proTEJO e conta com o apoio do Município de Cartaxo, do Município de Santarém, da União de Freguesias da Cidade de Santarém, da EcoCartaxo, dos Bombeiros Sapadores de Santarém, da Associação dos Amigos das Caneiras, da Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes, e da Fundação World Fish Migration Day, sendo responsável pela descida o Clube de Canoagem Scalabitano.

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