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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Santarém | Número de mortes já duplicou este ano nas estradas do distrito

Mais acidentes, mais feridos e mais mortos no distrito de Santarém é a negra realidade que revelam os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), relativamente aos dados provisórios de 2017.

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Ainda não terminou o ano, mas os dados compilados até 15 de dezembro dão conta de que este ano os números são mais negros do que em 2016 e 2015.

Até 15 de dezembro registaram-se no distrito 4.966 acidentes, dos quais resultaram 42 mortos e 162 feridos, segundo a ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR.

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Durante 2016, dos 4.268 acidentes rodoviários resultaram 21 mortos e 118 feridos.

Em 2015, houve 4.302 acidentes, 20 mortos e 153 feridos.

Santarém é o 9° distrito com mais acidentes dos 18 do Continente e o 4° distrito com mais vítimas mortais, depois do Porto, Setúbal e Lisboa.

Segundo a ANSR, três em cada dez mortos tinham uma taxa de álcool no sangue ilegal e um em cada cinco mortos apresentou, na autópsia, uma taxa-crime de consumo de álcool.

Maior fluxo rodoviário, mais motociclos na estrada, proliferação de distratores e ineficiências da carta por pontos são algumas das explicações avançadas pelos especialistas para o aumento das mortes nas estradas portuguesas, uma realidade que é transversal a todo o país.

Para esta estatística a ANSR considera acidentes os que acontecem “na via pública ou que nela tenha origem envolvendo pelo menos um veículo em movimento, do conhecimento das entidades fiscalizadoras (GNR e PSP) e da qual resultem vítimas e/ou danos materiais”.

Só são contabilizados os mortos cujo óbito ocorre no local do acidente ou durante o respetivo transporte até à unidade de saúde. E feridos são as vítimas de acidentes cujos danos corporais obriguem a um período de hospitalização superior a 24 horas.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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