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Domingo, Outubro 24, 2021

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Santarém | Morreu o artista plástico Mário Rodrigues

O artista plástico Mário Rodrigues, 69 anos, morreu segunda-feira, dia 8 de outubro, no hospital de Santarém vítima de cancro, disse à Lusa fonte próxima.

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O também artista plástico escalabitano Carlos Amado, que partilhava o atelier com Mário Rodrigues na Incubadora d’Artes de Santarém, disse à Lusa que o cancro do pulmão identificado em meados de agosto estava já em fase muito avançada, levando à morte do escultor num espaço de 55 dias.

Natural do Sardoal, Mário Rodrigues veio muito novo para Santarém para poder continuar a estudar, tendo-se formado na então Escola de Regentes Agrícolas, atual Escola Superior Agrária.

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“Desde criança que sempre tive uma inclinação muito grande para a arte”, disse numa entrevista à Lusa, contando como fabricava ele próprio os seus brinquedos e mesmo as canetas com que escrevia, talento que o levou a procurar formação na Sociedade Nacional de Belas Artes (cursos de pintura, estética e história de arte) e o acompanhou ao longo da vida, levando-o a expor os seus trabalhos (pintura, gravura, desenho, cerâmica e mais recentemente escultura) um pouco por todo o país.

A recente exposição coletiva “as pedras são testemunhas silenciosas”, que realizou com Carlos Amado e Fernanda Narciso no passado mês de setembro em duas lojas devolutas do centro histórico de Santarém, começou numa “ideia” de Mário Rodrigues.

O artista pegou em pedras da calçada e começou a “trabalhá-las em baixo e alto relevo”, fazendo “pequenas esculturas” e incrustando pedaços de azulejos, peças que sonhou deixar na zona histórica de Santarém, para serem “pisadas” e também elas sofrerem “o desgaste do tempo”.

Outra peça que “sonhou” deixar na cidade, mais concretamente no espelho de água junto às cafetarias situadas no Jardim da Liberdade, uma escultura de homenagem aos refugiados que morrem no Mediterrâneo, esculpida em mármore durante a segunda metade de 2016, aguarda destino no pátio da Incubadora d’Artes, na antiga escola primária de Salvador, recordou Carlos Amado.

Para o historiador de arte Paulo Morais Alexandre, Mário Rodrigues restabelece na sua obra “a ligação entre o abstrato e o figurativo, através de, por um lado, uma mancha cromática que tem vida própria, que se desenvolve em plena autonomia, mas que, por outro, o pintor pontua com elementos reconhecíveis, objetos, pessoas que, numa representação contida, se fundem criando composições harmónicas apelando à visão, mas também à memória, numa sábia gestão dos afetos”.

O corpo de Mário Rodrigues está desde as 13h15 desta terça-feira, dia 9, na Casa Mortuária das Portas do Sol, onde será realizada uma missa pelas 20h30, seguindo quarta-feira, dia 10, de manhã para Setúbal para cremação.

Agência de Notícias de Portugal

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