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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Santarém | ANAFRE desafia autarcas a criar Unidades Locais de Proteção Civil

Cerca de 60 autarcas das freguesias do distrito de Santarém participaram no 1º Encontro “União e Compromisso” organizado pela Delegação Distrital de Santarém da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) no dia 12 de junho, na Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval, em Almeirim.

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Proteção civil, preparação e capacitação de autarcas eram os temas anunciados para este encontro que contou com as intervenções de Joaquim Catalão, presidente da Junta de Freguesia de Almeirim, Joel Marques e Bruno Tomás, respetivamente coordenador e vice-coordenador da Delegação Distrital de Santarém da ANAFRE, Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Almeirim e Mário Silvestre, Comandante Operacional Distrital de Santarém.

A ideia chave do encontro consistiu no desafio lançado aos autarcas das freguesias para que constituam Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC) de modo a coordenar e rentabilizar ao máximo o voluntariado nesta área.

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“Temos de fazer parte da solução, remar todos para o mesmo lado e deixar de transparecer a ideia de que somos os coitadinhos”, desafiou o presidente da Junta de Freguesia de Almeirim. Joaquim Catalão considerou o tema da Proteção Civil como “extremamente importante, o ano inteiro”.

Das 141 freguesias que existem no distrito de Santarém, 97 são associadas da ANAFRE e destas são poucas as que têm em funcionamento Unidades Locais de Proteção Civil. Dois bons exemplos apresentados na sessão foram as de Bugalhos, no concelho de Alcanena, e Queixoperra, no concelho de Mação.

Para Joel Marques, Presidente da Junta de Carregueira, Chamusca, e coordenador da Delegação Distrital de Santarém da ANAFRE, falando para os seus colegas autarcas, a constituição de ULPC “é o maior desafio para o nosso mandato” tendo em conta o papel que podem ter em salvar vidas.

Na mesma linha, o principal orador, Mário Silvestre, Comandante Operacional Distrital de Santarém, salientou a importância do “cidadão como peça fundamental no sistema de proteção civil”.

Mário Silvestre apresentou os programas Aldeias Seguras e Unidades Locais de Proteção Civil (Foto: mediotejo.net)

“A ULPC é uma mais-valia para a resiliência das comunidades municipais”, afirmou, comparando as Juntas de Freguesia ao motor de arranque de um carro que põe os grandes motores a trabalhar.

Vincando a ideia de que “a Proteção Civil é uma atividade de todos”, Mário Silvestre defende que o processo deve estar focado no cidadão. Daí a necessidade de maior sensibilização e envolvimento para os quais as Juntas de Freguesia têm um papel central.

Com recurso a vídeos e estatísticas, o responsável distrital apresentou alguns exemplos de fogos em que a Proteção Civil falhou, realçando o trabalho que está a ser feito este ano a nível de limpeza de terrenos.

“Tudo começa com a prevenção”, mas para as operações no terreno “planear é fundamental”. Destacou ainda a importância do ataque inicial aos fogos como sendo fundamental na eficácia do sistema.

No distrito de Santarém existem 167 veículos e 715 operacionais. Em 2017 registaram-se 1453 ocorrências, das quais 194 em Tomar, concelho com maior número de ignições.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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1 COMENTÁRIO

  1. Nada mais ERRADO. Ora aqui está uma mostra de intenção para a prática de corrupção/favores/clientela. Desde o 75 de outubro que andamos neste negócio dos incêndios.

    O Exército serve para…. nem mais.

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