Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Agosto 5, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“Sanções? A Europa não aprendeu a lição”, por Hugo Costa

A Europa não aprendeu a lição. Não é filosofia, é a História que o demonstra, o Projeto Europeu nasceu dos valores da paz, da solidariedade e da igualdade entre os povos. Nasceu no contexto de uma Europa que quis aprender com os erros da II Guerra Mundial.

- Publicidade -

As declarações do Sr. Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças Alemão são de uma verdadeira falta de sentido de oportunidade e de quem não gosta dos países mais pobres e do sul da Europa. Depois das eleições em Espanha, já todos na Europa conservadora se sentem à vontade para sancionar os países da península ibérica, colocando mais problemas em cima do problema Europeu.

Não vou analisar aqui o caso Espanhol, limito-me ao português. As sanções têm como base os números orçamentais do anterior Governo, o Governo do PSD-CDS e que sempre aplicou o modelo definido pela Europa. Agora querem sancionar as suas próprias políticas? Não faz sentido e é um erro em toda a linha. Castigar com multas e retirar apoios aos países mais pobres serve apenas para continuar a construir uma Europa cega e sem visão.

- Publicidade -

O Brexit é a prova que a Europa está doente. Sou um daqueles que acredita que o processo vai ser catastrófico para o futuro do Reino Unido, em especial para a Escócia e Irlanda do Norte, mas a verdade é que será igualmente trágico par a Europa. Os líderes europeus deviam pensar na mensagem dos votos dos ingleses.

Uma Europa que não aprendeu a lição, é uma Europa que num clima de incerteza mundial, continua apenas vidrada na cegueira orçamental e monetária, esquecendo os princípios da solidariedade, da paz, do crescimento económico e do desenvolvimento.

Sancionar Portugal e Espanha é um dos atos mais cruéis de uma tecnocracia Europeia que se julga dona de toda a verdade. A forma de fazer política económica na Europa deve mudar. Os objetivos do emprego e crescimento devem ser mais importantes que as décimas orçamentais.

Mas, isso só é possível numa Europa com decisores verdadeiramente eleitos.  A Europa não pode continuar cega.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome