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Salvaterra de Magos | CDS questiona tutela sobre invasão da Ribeira de Muge por ‘Jacintos-de-água’

A deputada do CDS-PP, Patrícia Fonseca, questionou o Ministro do Ambiente sobre que medidas estão a ser tomadas pelos organismos competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas – para combater a praga de jacintos-de-água na Ribeira de Muge, e evitar novas invasões, querendo também saber que intervenções foram já realizadas e com que resultados.

A Ribeira de Muge nasce perto do lugar de Água Travessa e desagua no rio Tejo, a montante de Escaroupim. Desenvolve-se ao longo de 68 km, atravessando os concelhos de Abrantes, Chamusca, Almeirim e Salvaterra de Magos, e tem como principais afluentes a ribeira da Lamarosa, ribeira da Calha do Grou, ribeira do Chouto e a ribeira do Rosmaninhal.

Segundo comunicado enviado à Comunicação Social o CDS sublinha que “com vários sistemas de regadio agrícola afetos ao curso da Ribeira de Muge, esta encontra-se, atualmente, no concelho de Salvaterra de Magos, invadida por ‘Jjacintos-de-água'”.

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O ‘Jacinto-de-água’ Eichornia crassipes) é considerada uma das
plantas invasoras aquáticas mais problemáticas em Portugal. Trata-se de uma planta extremamente resistente, que aguenta grandes alterações ambientais e que compete com as espécies autóctones, impedindo a entrada de luz solar e a oxigenação da água, com graves consequências para a fauna e a flora dos cursos de água afetados.

No caso da Ribeira de Muge, os jacintos-de-água ocupam já uma parte muito significativa do leito, com graves prejuízos para os sistemas de regadio agrícola afetos a este curso de água.

No início do mês de dezembro, o executivo da Junta de Freguesia de Muge promoveu uma ação de limpeza, com recurso a voluntários, mas os resultados foram mínimos, dada a dimensão da invasão.

O CDS refere que “a Ribeira de Muge não é, no entanto, o único curso de água afetado com gravidade. Em Santarém, na foz do rio Alviela, é também visível a infestação com jacintos-de-água, e a 23 de novembro de 2017, o jornal ‘Público’, dava conta da asfixia do Rio Cávado por esta praga, referindo situações igualmente preocupantes nos rios Ave, Douro, Vouga, Mondego, Tejo, Sorraia e Guadiana”, denuncia.

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Gisela Oliveira
Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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