Rossio/Abrantes: População protesta por fecho da CGD (ATUALIZADA/COM AUDIO)

Cerca de 200 pessoas estiveram concentradas ao início desta tarde à entrada do delegação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, em protesto pelo anunciado encerramento daquele balcão no próximo mês de março.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, disse que “as notícias que circulam é que o banco [agência] fecha dia 17 de março, o que, a ser verdade, é uma perda enorme para toda esta população, nomeadamente para a mais idosa, que necessita deste serviço de proximidade para levantar as suas reformas”.

“Este banco está aqui há 30 anos e não pode virar assim as costas à população, olhando apenas para as questões economicistas”, defendeu Luís Alves, sublinhando “a importância do serviço de proximidade” e destacando “as distâncias a percorrer” e o “envelhecimento da população”.

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Contactada pela Lusa, fonte oficial da Caixa Geral de Depósitos confirmou o encerramento da agência de Rossio ao Sul do Tejo durante o mês de março.

“A Caixa Geral de Depósitos está a realizar um programa de reordenamento dos seus balcões. Confirmamos que está previsto, no decorrer do mês de março, o encerramento da agência Rossio ao Sul do Tejo, com integração dos seus serviços nas agências de Abrantes e São Vicente, que distam apenas cerca de 2 quilómetros desta agência”, pode ler-se na resposta enviada à Lusa.

No mesmo documento é referido que, “tal como está a acontecer em todo o país, também em Rossio não haverá recurso a despedimentos”.

Na quinta-feira, na apresentação de resultados do banco, o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos, não adiantou quaisquer metas em termos de fecho de agências, afirmando que a instituição presta um “serviço público” pelo que mantém agências mesmo em muitas localidades onde não sejam rentáveis.

A Caixa Geral de Depósitos fechou 2015 com 786 agências em Portugal, menos 22 do que tinha no final de 2014, encerradas no âmbito de “plano de otimização”. Quanto a trabalhadores, estes eram 8.410 trabalhadores, o que significa que saíram 448 em 2015, a maioria por reformas antecipadas.

A CGD baixou em 2015 os prejuízos para 171,5 milhões de euros, segundo, revelou José de Matos.

O presidente da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, Luís Alves, disse disse ainda que está a circular “um abaixo-assinado entre toda a população a sul do Tejo”, tendo revelado que a Câmara Municipal de Abrantes “oficiou a administração da Caixa Geral de Depósitos solicitando uma reunião de urgência para saber os motivos do encerramento” desta sucursal da CGD.

C/LUSA

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