Rossio ao Sul do Tejo | Adiada primeira conferência UDR que aposta em ciclo a iniciar com “Marcas que marcam” em Abrantes

A União Desportiva Rossiense (UDR), de Rossio ao Sul do Tejo, adiou a primeira conferência do primeiro ciclo de conferências que iria decorrer no edifício Pirâmide, em Abrantes, na sexta-feira, 13 de março, às 19h00, por causa da problemática do Covid-19. A nova data será posteriormente anunciada. Ainda sem agendamento, a conferência com o titulo “Marcas que nos marcam”, terá por oradores Carlos Mendes Gonçalves, Solange Gregório, Paulo Falcão Estrada e Pedro Lago de Freitas. A iniciativa será a primeira de um ciclo com três (ou quatro) conferências, ainda sem datas marcadas, que terão como grandes temas o turismo, a operacionalização industrial e a construção e obras públicas, indica o presidente da UDR, Renato Antunes. “Grandes temas que a todos nos impactam”, afirma.

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A coletividade tem a vertente “desportiva e cultural que até ao momento estava a ser preenchida na sua totalidade pelo Grupo de Cantares Brisa do Tejo” que integra a estrutura da UDR, disse o presidente, Renato Antunes. “Como temos, na atual direção, alguma dinâmica fora do âmbito desportivo achamos que poderíamos aproveitar melhor essa componente e essa secção cultural criada”, notou.

Primeiramente perceberam dentro dos contactos dos vários elementos da direção “o que poderíamos fazer e em que áreas. Estando nós na vertente empresarial foi mais fácil começar este ciclo de conferências com uma conferência dedicada às empresas, neste caso às marcas”, revelou o dirigente associativo.

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Renato Antunes, presidente da UDR. Créditos: mediotejo.net

O ciclo surge como uma espécie de “pontapé de saída” para o 75º aniversário que apenas se celebra a 1 de agosto de 2021, mas entende a direção da UDR que este ano será “de preparação do grande evento, uma grande celebração”, ainda sem programa definido, mas que, vinca Renato “é um marco histórico de uma coletividade bastante antiga”, revelando entender a “grande potencialidade para explorar ideias fora do desporto”.

Além disso, a ideia é “tentar explorar aquilo que pode funcionar melhor na comunidade. Ou seja, achamos que com outras iniciativas – sociais, culturais, de disseminação de conhecimento – conseguimos ter um impacto maior do que só com o desporto. Estamos aqui para fazer coisas diferentes, para continuar o nosso caminho no desporto mas também abarcar outros âmbitos da nossa comunidade”, refere.

O horário do evento, pensado para o final da tarde, pretende “permitir que quem trabalha possa estar presente”. Sendo um evento de marcas a direção da UDR tentou selecionar marcas de referência para os consumidores, com pessoas de Abrantes mas também de fora do concelho. “A ideia é mostrar que independentemente de onde são as pessoas ou as marcas, quando as coisas são bem feitas há um retorno”.

E falamos, no caso específico, da Paladin – empresa de produtos alimentares da Golegã -, da Saúde Prime – uma seguradora na área da Saúde – , da Sofalca – cujo principal de negócio é a produção de aglomerado de cortiça expandida para fins de isolamento e com instalações em Bemposta (Abrantes) – e da Brandworkers 360º, uma empresa da área do marketing.

Renato Antunes explica que esta conferência ajudará o público a perceber “a importância de uma marca. Perceber a razão que leva o consumidor a confiar na qualidade de uma marca quando provavelmente não sabe explicar essa escolha. De que forma a marca ajuda a garantir que aquele produto tem qualidade”.

O objetivo último é “dar a conhecer à comunidade aquilo que de bom se faz na região e em Portugal e também ao contrário, dar a conhecer Abrantes a empresas e a pessoas que no futuro poderão olhar para a Abrantes e para a região de outra forma e lembrarem-se da nossa cidade e da nossa freguesia para outro tipo de projetos”, explica o presidente.

Renato Antunes, presidente da UDR. Créditos: mediotejo.net

Renato Antunes, um jovem de 28 anos que trabalha como gestor de negócios internacionais, acredita “muito no potencial de Abrantes, e na sua posição geoestratégica. Geograficamente estamos no centro do País, ou seja a igual distância do Norte, do Sul, do mar e dos nossos vizinhos espanhóis e estamos também numa confluência de vias fundamental. Num nó que liga a A1 com a A23, caminho aberto para Norte e para Sul e para as Beiras e para Espanha” vinca.

Defende que a localização do concelho de Abrantes “já está a ser explorada mas tem de ser explorada ainda mais e esse é também um dos pontos deste ciclo de conferências”.

A União Desportiva Rossiense nasceu em 1946 e teve como glória do clube o hóquei em patins nas décadas de 60 e 70. “Agora está a dar alguns passos, com os escolinhas com 3 a 4 anos de prática, está a ser jogado no Pavilhão do Pego”, continua a ter o futebol, seniores e escolinhas (futebol de 4 e futebol de 7) e o Grupo de Cantares.

Em relação ao futuro, Renato fala num novo projeto sem levantar muito o véu. Adianta que a direção da UDR estuda a possibilidade de criação de uma nova modalidade entre 2020 e 2021.

“O ciclo de conferências vem complementar um bocadinho a parte cultural dos cantares” diz Renato que assumiu a presidência da coletividade há 10 meses. Natural do Fojo, esteve fora da região durante 10 anos, trabalhou em vários países do mundo, e regressou às origens residindo atualmente na cidade de Abrantes.

Na UDR a nova direção “está a fazer um caminho. Há que organizar, pensar estruturadamente, com tempo. Estamos com projetos mas passo a passo, não queremos fazer demasiadas coisas ao mesmo tempo”, sublinha.

O lema da direção “é permitir aos jovens da nossa freguesia terem oportunidade de convívio de forma completamente gratuita. Deveremos ser dos únicos que não cobra qualquer quota para que os escolinhas joguem ou que os meninos do hóquei pratiquem a modalidade”. Conseguem graças “a parceiros muito bons”, refere Renato, dando ênfase “ao papel social” que defendem para a coletividade.

“E é por isso mesmo que estimulamos o convívio com as empresas e esta troca de conhecimentos”, conclui.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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