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Revitalização do Pinhal Interior tem de assumir uma visão clara para o território

O Programa de Revitalização do Pinhal Interior tem de assumir uma visão clara e qualquer investimento deve ser feito em função daquilo que se quer daqui a 20 anos, disse hoje a secretária de Estado Isabel Ferreira.

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A secretária de Estado da Valorização do Interior sublinhou que o Programa de Revitalização do Pinhal Interior (PRPI)”é um elemento transversal e de sustentação de uma estratégia de desenvolvimento territorial especifica”, que está em vigor e que deve estar alinhado com o novo ciclo de programação financeira comunitária, nomeadamente, com o Portugal 2030.

Isabel Ferreira falava na abertura das Jornadas do Interior “Território e Floresta – Modelo de Gestão: Governança para Ações Territorializadas”, promovidas pelo Jornal do Fundão, que decorrem no Centro de Ciência Viva da Floresta (CCVF) de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

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“Este programa [PRPI] tem de assumir uma visão clara para o território. O que é que os agentes do território querem, como é que veem o território. Isto não é com os indicadores atuais. É muito importante que toda a gente perceba que qualquer investimento que se faça, não deve ser feito a olhar para os indicadores atuais, mas sim para o que nós queremos que este território seja daqui a 20 anos”, sustentou a governante.

Para a secretária de Estado, se o indicador for, por exemplo, o número de pessoas que se quer que vivam neste território no futuro, não se deve ter em linha de conta os indicadores atuais, “porque, obviamente, isso não justifica qualquer, enfim, investimento e seria um erro muito grande e fatal para todo o País”.

O Governo “tem estado muito comprometido nas questões da valorização do interior e da coesão territorial em geral”, assegurou.

“Os territórios do interior apresentam uma vulnerabilidade especial a flutuações económicas, devido à baixa densidade da população ativa”, destacou, defendendo que não se pode ignorar esta realidade – “é um facto que o interior” corresponde a “dois terços da área geográfica do País” e “concentra apenas 18% da população”.

Isabel Ferreira disse ainda que o Governo tem estado a desenvolver estratégias de valorização do interior que são dinamizadas pelos programas operacionais regionais: “Estamos a falar de uma estratégia que tem recursos financeiros associados”, salientou.

“Qualquer pessoa que vive no interior e os seus autarcas e centros de conhecimento têm, todos, o diagnóstico feito. Mas sabemos que precisamos de recursos, nomeadamente, recursos humanos e financeiros. E, por isso, temos utilizado os programas operacionais regionais”, frisou.

A secretária de Estado da Valorização do Interior realçou ainda a importância de dar continuidade ao uso destes programas, no âmbito Portugal 2030, para as estratégias de valorização do interior.

“Queremos aumentar a competitividade dos territórios e, para isso, é fundamental a criação de emprego, porque sem isso, as pessoas não podem fixar-se nestes territórios. Todas as nossas estratégias têm de estar ancoradas no emprego e de preferência, no emprego qualificado”, disse.

A governante sublinhou também a necessidade de se olhar para as cidades médias, sem descurar a sua área de influência, incluindo o meio rural.

Destacou ainda algumas medidas para interior que estão ser desenvolvidas no âmbito do Portugal 2020 e que continuarão no Portugal 2030.

“Todas as áreas governativas estão empenhadas nesta valorização do interior”, concluiu.

Agência de Notícias de Portugal

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