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Domingo, Dezembro 5, 2021
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REPORTAGEM: Incêndios | “Fogo defende-se na casa dos outros”, diz autarca de Mação

O presidente da União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira percorre as 30 localidades da sua freguesia a ajudar as populações e diz que o fogo, na sua freguesia, “defende-se na casa dos outros”.

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“Ando no terreno desde sábado às 17:00, quando o fogo passou a barragem de Castelo do Bode e entrou no concelho de Vila de Rei”, explicou à agência Lusa José Fernando Martins.

O autarca diz que se rege por uma máxima: “O fogo no meu concelho e na minha freguesia defende-se na casa dos outros”.

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Apesar do trabalho feito no terreno, no concelho vizinho de Vila de Rei, José Fernando Martins explica que, infelizmente, não foi possível evitar que as chamas se propagassem a Mação.

Desde a manhã de terça-feira, já em Mação, o autarca tem andado com quatro equipas de viaturas todo o terreno, a combater as chamas, a levar alimentação aos bombeiros e a tranquilizar as populações das 30 localidades que integram a sua autarquia, ou seja, metade do concelho de Mação.

“Estamos constantemente a pedir meios, não se conseguiram os necessários, mas conseguimos bombeiros para junto das casas”, explica.

Enquanto falava com a agência Lusa, na aldeia de Aboboreira, uma enorme coluna de fumo negro surgiu no horizonte.

De imediato, o autarca entra na sua viatura e sai a grande velocidade, com uma viatura todo o terreno atrás, equipada com um ‘kit’ de primeira intervenção, em direção à aldeia de Serra.

Um reacendimento surgiu junto aquela localidade e, mais uma vez, José Fernando Martins ali estava na companhia do jovem voluntário Filipe Santos.

Feitos os primeiros contactos, surge a GNR no local e, como não chegam bombeiros, a viatura todo o terreno entra em ação para evitar que as chamas tomem maiores proporções e se dirijam em direção à aldeia de Serra.

O autarca explica que na tarde de quarta-feira, “as mangueiras da viatura arderam quando o fogo entrou descontrolado em Queixoperra e, num momento de aflição, a fuga foi feita sem recolher as mangueiras e partiu-se o motor da moto-bomba”.

“Ficámos com menos um equipamento para ajudar as aldeias. Andámos toda a noite e o único descanso que tivemos desde sábado foi esta manhã entre as seis e as nove horas”.

Após esse curto período, o autarca e os voluntários que andam com os carros todo o terreno conseguiram colocar novamente a viatura operacional.

“Fomos à oficina da câmara, retirámos as peças necessárias e recuperámos a viatura”, disse.

José Fernando Martins desapareceu por entre o pinhal com a viatura todo o terreno e, na companhia do jovem Filipe Santos e de vários populares, sem a ajuda de outros meios, lá foram tentar controlar as chamas e evitar que estas acabassem por destruir o único pedaço verde que sobreviveu até agora ao fogo, junto à localidade de Serra.

Agência de Notícias de Portugal

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