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Sábado, Maio 8, 2021

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REPORTAGEM | A extraordinária aventura dos emigrantes ourienses nos EUA

Ao longo dos séculos, sempre que o mau se transformava em pior, os portugueses foram tentando a sorte noutros países. Em meados dos anos 80, com a chegada do FMI, houve uma grande vaga de emigração do concelho de Ourém para os EUA. Na sequência do apoio desta comunidade emigrante aos Bombeiros ourienses (ajudaram a comprar 3 viaturas, entre outros equipamentos), o mediotejo.net quis saber quem eram estas pessoas. O que as moveu a partir e o que as impele a ajudar. A interrogação conduziu-nos também numa aventura por terras do Tio Sam, à descoberta dos que partiram mas continuam a amar, ainda que de longe, a sua terra natal.

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Procurámos circunscrever-nos a emigrantes ourienses, dadas as características regionais do nosso jornal, mas será de salientar que na viagem de agradecimento da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ourém à comunidade portuguesa e lusodescendente de Newark e Yonkers, EUA, entre 6 e 10 de junho, encontrámos inevitavelmente muitos emigrantes da região que rodeia Ourém, sobretudo do concelho/distrito de Leiria, mas também de outras zonas de Portugal. Entre clubes portuguesas e desfiles de portugalidade, é o sentimento nacional que importa e o desejo de contribuir para que a terra natal se desenvolva, retribuindo a identidade que os formou.

As narrativas têm, de forma geral, um padrão. A maioria dos entrevistados saiu do concelho de Ourém em meados dos anos 80, aquando a última entrada do FMI por terras lusas, um pouco à semelhança da crise de 2008, quando se viveu outro intenso período de retração financeira. O circuito de muitos fez-se a partir do México, entrando “a salto” nos EUA, de forma ilegal, quer a pé pela fronteira, quer escondidos em carros ou outros transportes. Foram sobretudo homens, mas também há mulheres nesta jornada.

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Ao fim de alguns anos, mediante a existência de um contrato de trabalho, estes portugueses foram conseguindo a regularização, o chamado “green card”, e entretanto alguns naturalizaram-se. Hoje vivem integrados na sociedade norte-americana, possuem negócios ou trabalham por conta de outrem, regra geral com um nível de vida estável e de qualidade.

Natural de Casal dos Crespos, José Luís Vale é um empresário na área da construção civil Foto: mediotejo.net

Os EUA entretanto mudaram, vivendo as suas próprias crises, quer financeiras quer societárias. No tempo de Donald Trump, a entrada de estrangeiros está extremamente dificultada, os simples contratos de trabalho já não servem à legalização e controla-se a vinda de familiares, os preços estão mais elevados, mas regista-se um período próspero em termos de trabalho e qualidade de vida como há anos não se via. A comunidade portuguesa vive assim bem integrada, contribuindo para o crescimento do país.

Um exemplo paradigmático de todo este processo é talvez o de José Luís Vale, 54 anos, natural de Casal dos Crespos, freguesia de Nossa Senhora da Piedade, Ourém, figura já homenageada pelos Bombeiros de Ourém. Homem discreto e de poucas palavras, é porém o mentor das várias iniciativas de apoio aos Bombeiros, sendo dele a nova unidade hoteleira que se encontra em construção em Fátima, na avenida Beato Nuno. Empresário no ramo da construção civil nos EUA, decidiu ser o momento de investir em Portugal, não porque pense em voltar mas por entender que “as pessoas devem investir na terra onde nasceram”.

Partiu para os EUA em 1986. Em Ourém era serralheiro e ambicionava uma vida melhor, confessa. Pela América entretanto casou e constituiu família.

Firmo da Silva é natural de Tomar e partiu para os EUA ao desconhecido dadas as dificuldades financeiras que vivia Foto: mediotejo.net

Firmo da Silva, 68 anos, é natural de Além da Ribeira, união de freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, concelho de Tomar, vivendo nos EUA há 37 anos. Ainda tentou a sua sorte em França, recorda, mas foi apanhado pelas autoridades. Na região de Newark, EUA, onde vive, encontrou a “Champigny americana”, referência a uma zona em França que recebeu uma larga fatia dos emigrantes portugueses durante o século XX. Quando chegou havia mais famílias de Tomar, reflete, mas entretanto já não existe ninguém daquela zona.

“Caí aqui sem saber para onde vim”, admite, “quem me trouxe disse-me que se ganhavam aqui milhões. A minha vida estava difícil: casa por pagar, filhos para criar. Fiz-me à vida”. A passagem pelo México foi sofrida, “a comer bananas e o vinho do Porto” que a minha mãe lhe dera. “Cá chegámos, sem dinheiro”, recorda, mas encontrou nos EUA “excelentes pessoas” que o ajudaram a organizar-se nos primeiros tempos, embora admita que inicialmente a vida foi bastante complicada, com dificuldades várias e muita angústia. “Queria-me ir embora, mas as pessoas diziam-me para ficar”, recorda. “Fui ganhando asas, até que consegui ao fim de um ano trabalhar em Nova Iorque, como mecânico de automóveis.”

Firmo terminou por se estabelecer nos EUA e a família veio ao seu encontro. A vida foi feita sempre de muito trabalho, afirma. Hoje, com os filhos já criados na América, não sabe o futuro. “O dia a dia o dirá”.

A vida de Américo Lopes, natural de Casal dos Bernardos, deu muitas voltas, hoje possuindo uma propriedade em Pittstown, Nova Jérsia Foto: mediotejo.net

Américo Lopes, 57 anos, é natural de Casal dos Bernardos, Ourém, e chegou aos EUA com apenas 19 anos, sozinho. Inicialmente tentou a sua sorte no Canadá, mas foi apanhado pela imigração, tendo posteriormente tornado a tentar a sua sorte. “Procurava uma vida melhor, era novo”, constata. “Fez 35 anos no dia 10 de junho que cheguei aos EUA”.

Do início da sua aventura por terras americanas, recorda-se da sensação de nunca ter visto tanta gente junta. “Nesse tempo era diferente, toda a gente tinha cá fora as brasas acesas e ia fazendo a sua comida”, lembra, um determinado espírito de vivência social que atualmente já não se verifica.

Entretanto casou com uma senhora de origem brasileira, trabalhando sempre na construção civil. A sua vida teve um conjunto de outras peripécias e uma transformação inesperada, sobre a qual prefere não falar, possuindo hoje uma quinta na região de Pittstown, no interior do estado de Nova Jérsia. “Um dia talvez venda tudo e volte a Portugal, mas por enquanto vou apenas visitar”, adianta.

Arlindo Freitas, natural da Freixianda, é empresário da construção civil, construindo as características casas de madeira norte-americanas Foto: mediotejo.net

Arlindo Freitas, 51 anos, natural da Freixianda, é dirigente do clube Casa de Arcos de Valdevez, em Newark, um associação recreativa e cultural portuguesa que possui um rancho folclórico. Com 18 anos, corria o ano de 1986, fez-se à aventura e chegou aos EUA. “Era para ir para França, mas como tinha aqui uma irmã decidi vir”, explica.

Hoje é empresário da construção civil e reconhece que se vive um período excelente nesta área nos EUA. “Depois de uma fase menos boa, a construção para habitação voltou a estar em alta”, comenta, procurando explicar algumas particularidades da construção de moradias na região de Newark, o preços praticados e a facilidade no crédito. Faz habitações relativamente simples (para os padrões americanos, saliente-se), nas estruturas típicas em madeira deste país, e afirma ter muito trabalho e até dificuldade em encontrar funcionários, não se fazendo habitações suficientes para a procura. A entrada de imigrantes nos EUA atualmente está bastante dificultada, uma realidade bastante diferente de quando fez o seu percurso inicial nos anos 80.

Arlindo não teve dificuldades de adaptação aos EUA. “Senti-me como se estivesse em Portugal, só ouvia falar português”, recorda, dada a grande comunidade portuguesa que havia na região de Newark e uma larga fatia de negócios, de restaurantes a bancos, com gerência portuguesa.

Felisbela e o marido, Jorge, partiram em 1993 para os EUA, ao encontro da família desta, já estabelecida no país Foto: mediotejo.net

Felisbela Pereira, 48 anos, natural da Charneca, Freixianda, chegou aos EUA com 22 anos, em 1993, ao encontro da irmã. Recém-casada à época, comenta que a vida até estava estável, mas o casal decidiu emigrar. “Foi uma das melhores coisas que fiz na vida e este foi o melhor país. A gente trabalha e vê resultados, algo que te faz feliz. É a maneira de viver”, reflete, “e tenho aqui a minha irmã, que é a minha família”.

O marido, Jorge Pereira, é de Almoster, Alvaiázere, nas proximidades geográficas do concelho de Ourém. Estavam ambos irregulares à chegada, mas dados os conhecimentos que já tinham nos EUA rapidamente conseguiram a legalização. Instalaram-se em Newark e Felisbela, como muitas portuguesas na mesma situação, começou a trabalhar na área das limpezas, profissão, assegura, bem remunerada e com grande flexibilidade de horário.

“A vida é boa”, afirma, “sou feliz”, salientando que na América se sente a recompensa pelo trabalho e sacrifícios diários e se consegue com facilidade viver com boa qualidade de vida. Embora goste de visitar Portugal, de momento apenas pensa fazer férias no país.

Fátima Morgado e o marido, Gualdim, não tiveram um início de vida fácil nos EUA. Hoje Fátima, natural de Freixianda, é governanta na casa de uma família norte-americana Foto: mediotejo.net

O percurso da irmã, Fátima Morgado, 58 anos, teve mais percalços. O marido, Gualdim Morgado, 63 anos, natural de Alvaiázere, arriscou sair dos EUA e tornar a realizar a travessia via México para trazer a esposa e a mulher de um colega até aos EUA. “Passámos a pé, atravessando o rio, a água chegava ao pescoço”, recorda Fátima, num trajeto que levou duas semanas. “Foi difícil, já não conseguia caminhar”, relata, lembrando os problemas com os sapatos.

À chegada, não havia emprego para mulheres, situação que causou grande ansiedade na família. “Ela todos os dias chorava, até que lá arranjou emprego numa fábrica de costura”, recorda Gualdim Morgado. O casal também encontrou dificuldades em arranjar habitação. Lentamente foram criando raízes nos EUA e hoje Fátima Morgado é governanta na casa de uma família norte-americana.

“Valeu a pena, para mim a América foi uma segunda mãe”, afirma Fátima Morgado, reconhecendo que mantém o carinho por Portugal. Mas a América “deu-me tudo aquilo que eu não conseguiria na vida. Faço uma vida fácil aqui, as pessoas andam descontraídas”. “É um país farto, mas tem que se trabalhar”, acrescenta Gualdim Morgado.

Para estes portugueses, o “sonho americano” existe, mas não é isento de trabalho e muito esforço. Hoje a família Morgado tem os seus negócios nos EUA, os filhos cresceram no país e Portugal, ainda que muito acarinhado, é um destino de férias.

David Oliveira, natural do Casal Branco, é um empresário de sucesso na região de Yonkers, Nova Iorque, sendo ainda presidente do clube português local Foto: mediotejo.net

David Oliveira, 51 anos, natural do Casal Branco, freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, Ourém, também chegou aos EUA em 1986, na altura com 32 anos. “O país estava em crise, pelo que decidimos vir procurar uma vida melhor. A França não estava já a dar à época, pelo que foi uma escolha entre a Alemanha e os EUA”, recorda. “Vim com um grupo de amigos da mesma idade, colegas de escola. Colocámos-nos a caminho, diretos ao México, com um contacto para encontrar passagem para a América”. David chegou escondido num carro a terras norte-americanas, travessia que dois irmãos seus também já haviam realizado.

Inicialmente “achei triste, queria ir embora, não era o que eu esperava”, admite. Depois começou a trabalhar e à medida que foi conseguindo fazer poupanças acabou por estabelecer-se, acabando por casar no país. Só voltou a Portugal, para visita, passados 10 anos, comenta.

David Oliveira trabalhou como serralheiro, no ramo das estruturas metálicas, até que em 1992 fundou a sua própria empresa, hoje um negócio de sucesso que emprega 50 funcionários. As suas obras estão espalhadas pela cidade de Nova Iorque, de Manhattan ao Bronx. “Comecei lentamente e quando dei por ela as coisas tinham crescido”, reflete, constatando que o país atualmente vive um período muito melhor que há uns anos e com imenso trabalho. Atualmente é também presidente do clube português de Yonkers, no estado de Nova Iorque.

Adelino F. Pastilha, com família em Fátima mas raízes em Porto de Mós, é empresário e criativo, sendo detentor de várias patentes e diversos negócios nos EUA e investimentos em Portugal Foto: mediotejo.net

Dos arredores dos concelhos de Ourém e Alcanena, com família em Fátima, encontramos Adelino F. Pastilha, 62 anos, empresário, empreendedor e criativo natural de Covas Altas, concelho de Porto de Mós, a residir nos EUA desde 1979, altura em que veio ao encontro dos pais. Com veia para o negócio, rapidamente começou a montar algumas empresas, tendo sido o responsável pela legalização de cerca de 30 pessoas que empregou, várias de Ourém.

Adianta-nos ter sido o fundador do título original “Mundo Português” (não confundir com “O Emigrante” que posteriormente assumiu o mesmo nome) e o dono do filme português “Duplo Exílio” (2001), do realizador Artur Ribeiro. Milionário antes dos 30 anos, possui várias patentes de invenção sua, como a “stepskoter”, atualmente em desenvolvimento, e investimentos em Portugal.

Adelino ainda tentou morar em Portugal, na zona de Óbidos, mas a família não se adaptou, acabando por regressar à América do norte, refere. Perguntamos-lhe o que é necessário para ter sucesso num país como os EUA. “Tentar sempre fazer melhor”, responde, “ser criativo, confiar nos empregados e ser bom para eles”.

“Tudo o que tenha a ver com atividades portuguesas eu envolvo-me”, comenta, frisando também que atualmente há muito trabalho nos EUA mas a realidade está mais difícil, não sendo tão fácil lançar empresas como noutra época. “É tudo muito competitivo”, constata, e há falta de pessoas para trabalhar, não só qualificadas como não qualificadas.

Da união de Gondemaria e Olival, do Cidral, Rui Luís, 50 anos, chegou aos EUA em 1987, então com 18 anos. Moveu-o “a ilusão de emigrar e procurar um futuro melhor”, seguindo as pisadas de um irmão, numa época em que não havia oportunidades em Portugal.

O “início foi complicado. Vi-me sozinho e sem amigos”, recorda. “Os primeiros meses foram difíceis porque não havia a opção de ir a Portugal, só ao fim de uns anos”, explica. “Procurei adaptar-me, tive que aprender inglês. Foi difícil. O que me fez ficar foi a ambição”.

Com um negócio no setor automóvel, Rui Luís reconhece que seguiu a ilusão da emigração e que é necessário muito esforço e acreditar em si próprio para alcançar o sucesso Foto: mediotejo.net

Rui Luís permaneceu nos EUA e rapidamente fez novos amigos. Trabalhando sempre no ramo automóvel, ao fim de sete anos, já legalizado, abriu uma empresa no setor, na qual continua a trabalhar. “Mas nunca me esqueci de Portugal, sempre me lembrei do concelho de Ourém”.

No seio já de tantas histórias de dificuldades e luta por vencer na vida, questionamos também pelo segredo do sucesso além fronteiras. “Acreditar nos valores da própria pessoa e pensar sempre positivo, porque temos altos e baixo. Nunca desmoralizar o nosso trabalho. Esta é uma terra que nos dá tudo, mas temos que trabalhar sempre. Temos que estar convictos do que somos”, comenta.

“As pessoas que vêm e têm sucesso são aquelas que acreditam no país”, continua. “Nem sempre se consegue vingar, mas este é um país que nos deixa trabalhar. Sinto-me orgulhoso de ter vindo”, admite, não obstante reconheça que a realidade entretanto mudou e o futuro aparente alguma instabilidade.

Atualmente visita a terra natal duas a três vezes por ano e pensa um dia voltar, pelo menos para passar umas temporadas. No seu percurso de empresário nos EUA conseguiu ainda ajudar algumas famílias a encontrar a legalização. Num dos casos, constata, o filho conseguiu licenciar-se. Sente-se orgulhoso da ajuda que foi capaz de proporcionar a emigrantes como ele.

José Mendes, natural do Casal Branco, trabalhou na construção civil até encontrar uma oportunidade no Memorial 9/11 Foto: mediotejo.net

O último emigrante ouriense com quem falamos é José Mendes, 58 anos, natural do Casal Branco. Como os restantes conhecidos, empreendeu a perigosa viagem via México em 1986. Voltou a Portugal alguns anos depois, saudoso da família, regressando apenas em 1990, após conseguir garantir a entrada no país com os papéis regularizados. Hoje trabalha na manutenção do Memorial 9/11 na cidade de Nova Iorque e naturalizou-se norte-americano.

“Em 1986 houve uma crise de trabalho” em Portugal, recorda, “a malta começou a pensar em emigrar. Vim com um grupo de nove pessoas daquela zona. Enchi-me de coragem e vim”, sintetiza.

Nem todas as histórias terminam como estas. Nem todos os episódios de emigração correram bem e muitos emigrantes portugueses permanecem há décadas por legalizar, conforme nos é relatado ao longo da semana. Outros acabaram por regressar a Portugal.

Vista sobre Manhattan a partir do parque de Jersey City Foto: mediotejo.net

Vista para a Estátua da Liberdade a partir do parque de Jersey City Foto: mediotejo.net

Nestas comunidades de Newark, Nova Jérsia, e Yonkers, Nova Iorque, vivem pessoas humildes mas cheias de coragem e determinação, com um grande espírito de abnegação e dedicação ao trabalho, que resolveram arriscar a sorte, atravessando o oceano Atlântico por vezes às cegas, na expectativa de ali encontrarem as oportunidades que não existiam em Portugal. A realidade que deixaram, recorde-se, era o ambiente rural de Ourém dos anos 80, a educação elementar que vinha do Estado Novo e um país aos tropeções sobre si próprio ante os conceitos de liberdade e democracia com que ainda estava a aprender a lidar.

As crises económicas e financeiras são cíclicas e cada uma cria a sua própria história, com diferentes dimensões geográficas, diferentes lutas pessoais, diferentes áreas de investimento e diferentes conquistas. A dos anos 80 foi em parte feita pelos EUA, num universo que é sobretudo o maná da construção civil, às portas da cidade monstruosa que é Nova Iorque – aquela que nunca dorme e que continua a crescer e a expandir-se, mau grado todos os anúncios de queda do império.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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