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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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“Refugiados: Europa, o que andas a fazer?”, por Helena Pinto

Dez mil crianças refugiadas estão desaparecidas na Europa. Dez mil! Foram registadas mas não se sabe do seu paradeiro. A EUROPOL coloca a hipótese de muitas serem vítimas de redes de tráfico humano. Europa, o que andas a fazer? Como é possível que perante uma crise humanitária desta envergadura, em que milhares e milhares de pessoas tudo arriscam para chegar à Europa fugindo da guerra e da fome, não se encontrem as soluções para uma resposta adequada a uma situação como esta?

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Falamos da maior crise humanitária após a 2.ª Guerra Mundial. As imagens chocam, mas tendem a tornar-se habituais e os barcos continuam a chegar, os mortos continuam a dar à costa, os campos de refugiados já passaram os seus limites, os voluntários estão exaustos.

Não é nada que não se saiba há muito tempo, não é nada que não tenha sido previsto, e os governos europeus e as instituições da União Europeia continuam incapazes de dar resposta. Ou melhor só crescem as respostas securitárias e assistimos a alterações legislativas como o caso da Dinamarca, em que se prevê o confisco de bens dos refugiados, lembrando tempos de horror. Muros, vedações, polícia, exército, novas lei sobre asilo na forja, identificação forçada de refugiados, xenofobia, agressões… onde iremos parar?

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As instituições europeias fazem maratonas para obrigar países a voltarem atrás nas suas decisões democráticas, fazem chantagem com os governos sobre os orçamentos, como está a acontecer com Portugal, mas não se sentam à mesa para responder ao que deveria estar em primeiro lugar – as vidas humanas.

Soubemos hoje que a Portugal chegaram 26 refugiados. Como é possível que o processo seja tão lento? Como é possível nada se fazer para aliviar a pressão nos “países da linha da frente”? Como é possível que não se criem corredores humanitários? Como é possível que não se abram “passagens seguras” para os que arriscam a vida nas travessias marítimas?

São muitas perguntas, eu bem sei. Mas é intolerável que continuem sem respostas.

A cidadania europeia tem que agarrar com as duas mãos a solução desta situação e forçar os governos e a União Europeia a tomar medidas. Em nosso nome, os direitos humanos têm que ser respeitados, caso contrário cada morte, cada criança nas mãos de traficantes pesarão para sempre na nossa consciência.

Helena Pinto, vive na Meia Via, concelho de Torres Novas. Tem 58 anos e é Animadora Social. Foi deputada à Assembleia da República, pelo Bloco de Esquerda de 2005 a 2015. É atualmente Vereadora na Câmara de Torres Novas.
Escreve no mediotejo.net às quartas-feiras.

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