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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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“Reflexões soltas para sinais de alarme”, por Pedro Marques

Esta semana atrasei-me na crónica e falhei ao compromisso assíduo com os leitores do “mediotejo”. Aqui me penitencio.

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A verdade é que me faltou inspiração. E sobrou transpiração. Quero eu dizer que não estive com disponibilidade mental para refletir e que escrever apenas por escrever não o farei nunca. Mais a mais a transpiração deriva de dias frenéticos de labuta, trabalhando arduamente apesar dos sinais excêntricos que vamos recebendo.

Atentados, extremismos religiosos, indigitação de Costa como Segundo Ministro, assalto ao poder por parte de famílias e amigos numa ilusória tentativa de parecer ser cool como o nóvel governo multicultural e multirracial do Canadá…

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Estava há pouco a ler uma entrevista de João Soares, a partir de agora Ministro da Cultura e para sempre “filho de Mário Soares” e sobrevivente da Jamba, quando me deparei com as suas afirmações e que tenho de citar aqui, a propósito do momento em que Costa derrubou Seguro e o apeou do poder depois da sua vitória por “poucochinho”.

Dizia João Soares sobre António Costa, ao Jornal de Negócios de 28 de Maio de 2014, que não podia aceitar repetições da história de um ano antes (em que Costa hesitou sobre o momento certo de avançar para a liderança do PS) e lembrou o que considerou ser uma “tragicomédia que terminou de forma absolutamente pífia”. E dizia ele que “há menos de um ano tivemos um número parecido com este, uma tragicomédia que terminou de forma absolutamente pífia. As pessoas é que não têm memória na nossa terra. António Costa fez exactamente o mesmo número e, depois, chegou à comissão politica e disse que não era candidato”. E João Soares acusou mesmo António Costa de  estar a sofrer uma “crise de egocentrismo, narcisista e sebastianista”.

E referia mesmo que Costa deveria ser presidente da câmara até ao final do mandato autárquico, ao referir que “votei no António Costa e declarei-o publicamente. Não estou disponível que alguém em quem votei entregue a câmara, seja a Helena Roseta ou a outro qualquer. É um desrespeito pelo meu voto, voto por princípio republicano. Não aceito isso, é um disparate completo”.

Ora aqui está algo que merece uma pausa. Costa é acusado de ser uma pessoa com mau carácter e Soares filho de ser alguém com memória.

Se a memória existisse mesmo dentro de si João Soares recusaria ser ministro de uma pessoa com mau carácter. Certo? Errado. Até porque quem acha que não deve cometer “disparates completos” acaba por ser apanhado em contramão, engolindo tudo o que tinha dito e aceitando, finalmente, ser Ministro. Se um só queria ser Primeiro Ministro, o outro acaba por revelar que só queria ser Ministro… Farinha do mesmo saco…

No mais, entram filhas de pais, maridos de mulheres, minorias étnicas e invisuais. E, sobretudo, a “pandilha socrática”. Quase todos aqueles que conduziram Portugal à bancarrota estão de volta. O Governo dos “walking dead” prepara-se para meter a “geringonça” em andamento. Há algumas boas novidades, confesso, mas não bastam para me conferirem confiança no ilegítimo governo do Segundo Ministro António Costa, que só será Primeiro depois de ir a votos e vencer. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa dão sinais de aflição pois já começam a querer dar ordens a Costa, que as ignorará tanto quanto puder.

Amanhã não sabemos o que poderá acontecer. A Turquia e a Rússia ainda não resolveram o seu conflito. O Estado Islâmico vai continuar a atacar. Em África também há atentados e ataques por parte de extremistas. A Europa começa a “fechar fronteiras” e algumas regras começam a ser impostas aos refugiados e agora imigrantes (como por exemplo a proibição de uso da burga numa parte da Suiça).

Por cá ainda não saímos do estado de Graça mas a desgraça segue dentro de momentos. Dentro da legitimidade democrática, o Presidente da República esteve bem e cumpriu, e Passos/Portas portaram-se com firmeza e elevada dignidade. A mesma dignidade que vai cada vez mais ficando rara na pessoa de António Costa.

Afinal, sempre acabei por conseguir escrever algo. Tolice ou não, é aquilo que eu penso.

Pedro Marques, 47 anos, é gestor, gosta de ler, de exercício físico e de viajar

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