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Domingo, Agosto 1, 2021

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“Redes Locais de Intervenção Social”, por Vânia Grácio

Nas últimas semanas têm decorrido um pouco por todo o país, formações para os (as) profissionais que vão integrar as Redes Locais de Intervenção Social (RLIS). Parece-me no entanto que o cidadão comum não saberá ainda o que estará para acontecer muito em breve nos seus concelhos no que diz respeito à intervenção social. Considerei portanto que esta semana, deveria fazer uma breve explicação do que acontecerá muito em breve a este nível.

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A RLIS é, segundo o Despacho da sua criação, “um modelo de organização, de uma intervenção articulada e integrada, de entidades públicas ou privadas com responsabilidade no desenvolvimento da ação social”. Foram definidos territórios de atuação e diferentes tipologias. Os concelhos do Médio Tejo apresentaram índices que definiram dois tipos de território, tipologia B e C. Esta definição (de um modo simplista para que todos (as) percebam) vai balizar o trabalho dos técnicos e a constituição das equipas. Mas afinal o que vai acontecer? De forma clara e simples, a Segurança Social deixará de realizar ação social e passarão a ser as entidades que se candidatarem no último verão (na maioria Instituições Particulares de Solidariedade Social ou equiparadas) e efetuar este apoio.

O Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) será assim desenvolvido nos diferentes concelhos ou na junção de dois ou mais concelhos. O SAAS é um serviço que assegura o atendimento e o acompanhamento de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e exclusão social, bem como de emergência social. Pretende-se e, na minha ótica assim fará sentido, que todas as pessoas que precisem de apoio possam ser atendidas por estas equipas que, pelo conhecimento que terão da realidade local e dos recursos existentes, encaminhem ou acompanham as situações da melhor forma. O objetivo é que todas as situações possam passar por estas equipas, de modo a não existir duplicação de apoios nem se perca informação. Ao mesmo tempo evita-se que as pessoas relatem a situação de vulnerabilidade a que estão expostas inúmeras vezes. Mas com isto, não se pense que só se pretende “controlar” os apoios concedidos pelas diferentes entidades, pretende-se antes que seja mais justa a sua distribuição e que o apoio às pessoas seja mais efetivo, próximo, adequado, atual e respeitador da privacidade das famílias.

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Estou muito expectante relativamente a esta nova forma de intervenção social. Tenho visto muita motivação nos profissionais que vão integrar estas equipas e a colaboração da parte da segurança social. Será com certeza um desafio muito interessante para os profissionais da área. Quem conhece o meu percurso profissional, sabe que há muito tempo defendo esta intervenção integrada dos apoios às pessoas e a articulação efetiva entre as entidades/ instituições.

 

Vânia Grácio é Assistente Social e Mediadora Familiar e de Conflitos.
Licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior Bissaya Barreto e Mestre em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga. Pós Graduada em Proteção de Menores pelo Centro de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em Gestão de Instituições de Ação Social pelo ISLA. Especializou-se na área da Mediação de Conflitos pelo Instituto Português de Mediação Familiar e de Conflitos.
Trabalha na área da Proteção dos Direitos da Criança e da Promoção da Parentalidade Positiva. Coloca um pouco de si em tudo o que faz e acredita que ainda é possível ver o mundo com “lentes cor-de-rosa”. Gosta de viajar e de partilhar momentos com a família e com os amigos (as). Escreve no mediotejo.net ao sábado.

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