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Trincanela

Domingo, Julho 25, 2021

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“Razões para sorrir”, por Nuno Pedro

O futebol distrital, no âmbito das competições seniores organizadas pela Associação de Futebol de Santarém, está a entrar no seu epílogo no que há época 2016/2017 diz respeito. Se quanto ao vencedor do Campeonato Distrital da 1ª Divisão poucas dúvidas subsistiam, tal foi a regularidade e evidente superioridade que o Grupo Desportivo Coruchense revelou, já em termos das equipas que foram despromovidas, a última jornada da competição acabou por ser madrasta para as hostes pegachas. Um desfecho que todos gostariam que não tivesse acontecido mas que não pode, de forma alguma, provocar o desânimo e a tristeza entre os seus apaniguados.

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É de elementar justiça referir que o desempenho da equipa pegacha ao longo de todo o campeonato foi algo titubeante, pese embora a equipa fosse permanecendo acima da denominada linha de água. Porém, nunca conseguiu descolar desse patamar da tabela classificativa, facto que acabou por adiar para a última jornada a decisão quanto à sua permanência numa refrega directa com a sua congénere do Cartaxo. E a tarefa não se adivinhava fácil, pois uma deslocação a Amiais de Baixo encerra sempre um grau de dificuldade acrescido. Por outro lado, a equipa cartaxense tinha o caminho mais facilitado na deslocação aos Empregados do Comércio. Infelizmente, a conjugação de resultados verificada (derrota do Pego e vitória do Cartaxo) acabou mesmo por ditar a despromoção do Pego.

Porventura, um revés para a dedicação e empenho que os dirigentes pegachos colocaram em campo mas que, por outro lado, devem encarar esta descida de divisão como uma oportunidade para reformular objectivos mas acima de tudo prioridades. Porque, mais importante que os resultados desportivos é a criação de infraestruturas desportivas de excelência para a prática da modalidade. E o Pego está a um curto espaço de tempo de ver o seu parque desportivo enriquecido e de que maneira, com a colocação de um relvado sintético. E essa é a maior vitória que podiam alcançar. Depois de anos e anos de indefinições, finalmente o tapete verde vai ser uma realidade. Estou certo que, a partir daqui, estão criadas as condições para que a breve trecho o clube pegacho se junte novamente à nata do futebol distrital e por aí estabilize ou possa mesmo ambicionar algo mais. Porque dirigentes dedicados e uma massa adepta fervorosa não faltam, a que se alia um bairrismo característico das suas gentes. Bola para a frente e que o dia mais aguardado chegue depressa. O pó, a lama, não deixarão saudades. No Pego, mas também no Tramagal e em Alferrarede.

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E se o concelho de Abrantes vê assim perder uma equipa no campeonato principal da Associação de Futebol de Santarém, tudo leva a crer que essa situação venha a ser colmatada com a ascensão da União Desportiva Abrantina, tal é a carreira irrepreensível que está a fazer na fase de subida da divisão secundária. Até ao momento, só vitórias em todos os jogos disputados, o que augura um final feliz para a equipa da cidade de Abrantes.

Por último uma palavra para a Associação Desportiva de Mação que tão brilhantemente conquistou a edição deste ano da Taça do Ribatejo. Sem dúvida uma proeza digna de registo, ainda para mais quando a equipa maçaense se viu muito cedo com uma desvantagem de dois golos. Infelizmente e contrariamente ao que era o meu desejo, não consegui deslocar-me ao Entroncamento para assistir ao vivo a este jogo. Mas as imagens que me foram chegando através das redes sociais são sintomáticas da grande mobilização e acima de tudo do ambiente de enorme festa protagonizado pelos adeptos maçaenses.

E se há pessoas que merecem esta felicidade elas são sem dúvida o presidente do clube, Espírito Santo e Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação, os quais fazem o favor de ser meus amigos. Essencialmente por dois factores. O primeiro pelo empenho e apego que tem demonstrado ao seu clube, não vacilando, até quando as coisas não correm como era seu desejo, o segundo pela aposta consciente e parcimoniosa que tem feito em termos desportivos, num concelho assolado por diversos constrangimentos fruto da sua interioridade. Com um aliciante: com a vitória na Taça do Ribatejo, a ADM garantiu o direito a participar na próxima época na prova rainha do futebol português, a Taça de Portugal. A festa do futebol no seu esplendor.

Com uma vida ligada ao futebol, particularmente enquanto dirigente, Nuno Pedro, abrantino, 46 anos, integra desde 2008 o quadro de Delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e mais recentemente a direcção da Associação de Futebol de Lisboa mas, acima de tudo, tem uma enorme paixão pela modalidade. Escreve no mediotejo.net de forma regular.

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