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Domingo, Agosto 1, 2021

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“Rakelita” de Tomar na primeira prova feminina de Enduro

Chama-se Raquel Marques mas todos a conhecem por Raquelita, ou Rakelita, como se identifica no facebook. Aos 28 anos é a única mulher da região, ou pelo menos de Tomar, a praticar Enduro, modalidade de motociclismo praticada em pistas todo-o-terreno.

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É natural de Aveiro, mas mora em Tomar há quase dois anos. Diz que gosta da cidade e dos Tomarenses. “É uma cidade mais pequena que Aveiro, mas gosto de aqui estar”, refere.

A sua próxima participação será no 1° Enduro Internacional Feminino a disputar no aeródromo Vilar de Luz, na Maia, a 12 de novembro, com o “número da sorte” #244.

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Este foi o pretexto para uma entrevista a Raquel Marques:

– Como surgiu o gosto pelas motas?

– O gosto pelas motas já vem desde pequenina, uma paixão que me foi incutida pelo meu avô materno. O gosto pelos motociclos sempre esteve presente na família. Foi há cerca de três anos que comecei a seguir mais de perto esta modalidade que pratico e foi amor à primeira vista. O meu namorado (Bruno Marante) também pratica a modalidade e foi numa das pausas dele, forçada devido a um acidente de mota, que aproveitei a disponibilidade dele para que me pudesse ensinar. Não foi fácil porque nunca tinha andado de mota, não sabia colocar mudanças. Mas em pouco tempo comecei a aplicar me mais e a treinar já com ele e depressa comecei a ganhar ritmo. De treino para treino vai se notando cada vez mais a evolução.

Desde pequena que Raquel gosta de motas (Foto: DR)
Desde pequena que Raquel gosta de motas (Foto: DR)

– Quando começaste a praticar?

– Iniciei esta modalidade há apenas dois anos. Infelizmente não consigo estar presente em todas as provas que gostaria por causa da mota com que ando, uma Honda XR de 1994, a 4 tempos, muito pesada e que não é fácil de todo de manobrar. Enquanto não tiver oportunidade de trocar não consigo realizar mais provas mas mesmo assim já fiz algumas.

– Por exemplo…

– Uma delas, internacional, no Brasil onde consegui estar presente a representar as cores do nosso país e onde obtive uma boa classificação. A minha primeira prova foi em Sandim numa resistência de 2 horas onde cento e tal pilotos estiveram presentes. Foi uma sensação única que irei guardar para a vida. A mota com que ando é mais para enduros de clássicas (motas antigas) mas tenho mostrado que nada é impossível e vou participando em todas as provas que consigo.

– Onde e quando treinas?

– Os meus treinos são efetuados essencialmente ao fim de semana, embora as vezes durante a semana consiga também dedicar me um pouco mais. Tenho a sorte de, no fundo da minha rua, ter uma pista onde posso treinar mesmo as vezes sozinha. Não convém praticarmos esta modalidade sozinhos, é muito perigoso, se cairmos e não tivermos ajuda não é fácil . Mas por vezes tem mesmo que ser para não estar muito tempo parada. Faço alguns treinos em pista e no mato, Enduro é mesmo isto.

A atleta espera conseguir uma boa classificação no Enduro Feminino da Maia (Foto: DR)
A atleta espera conseguir uma boa classificação no Enduro Feminino da Maia (Foto: DR)

– Quais as expectativas para o Enduro da Maia?

As minhas expectativas para a prova da Maia são elevadas, porque sei que se conseguir obter bons resultados vou conseguir assim mais alguns apoios e isso nesta modalidade também é muito importante pois é um desporto muito caro.

– Que tipo de apoios tens nesta altura?

A nível de apoios, embora seja uma “piloto” amadora, posso dizer que sou uma sortuda. Primeiro começo pela mota que foi facultada pelo meu cunhado João Marante e sem ajuda dele nem teria iniciado. Tenho a acompanhar me desde o início o ginásio LR Fitness, com a ajuda do staff tenho conseguido preparar me melhor para as provas. Tenho também a apoiar me o Fernando Carneiro, ligado à competição náutica, o piloto João Eleutério, o Tomar Equilibrium, Coolmxdesign, o herbalife Cel Alves e apoio de alguns amigos que sem eles este sonho não poderia ser realizado. Aproveito para agradecer também à minha família, amigos e conhecidos que têm apoiado esta aventura desde o primeiro dia. Tenho pena que a Câmara de Tomar não ajude mais os atletas da cidade e que nem quando fui ao Brasil tenham lançado um apoio ou uma notícia. Mas com o tempo acho que irei conseguir lá chegar e mudar um pouco isso. Agradeço ao mediotejo.net ter me dado a oportunidade de dar a conhecer um pouco mais a minha paixão, e a mim também como atleta de Enduro.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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