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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Quercus “chocada” com processo judicial da Celtejo a ambientalista

A associação ambientalista Quercus afirma em comunicado estar “chocada e indignada” com o processo judicial da Celtejo (Grupo ALTRI) ao cidadão Arlindo  Marques, do Movimento ambientalista ProTEJO, tendo destacado que o movimento ProTEJO foi Prémio Quercus em 2017.

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Na nota enviada à imprensa, a Quercus refere que tomou conhecimento através da comunicação social que a empresa Celtejo instaurou um processo judicial ao cidadão Arlindo Marques, conhecido como “Guardião do Tejo”, reclamando o pagamento de 250 mil euros.

Segundo a Quercus, “o cidadão Arlindo Marques integra o Movimento ProTEJO e tem sido incansável nos últimos anos a fazer denúncias, acompanhadas de fotografias e filmes vídeo, de inúmeras situações reais de episódios de poluição das águas do rio Tejo. A Quercus é também membro da ProTEJO”, sublinha, tendo feito notar que, “em muitas das situações registadas e denunciadas por Arlindo Marques existem fortes suspeitas da poluição existente no rio Tejo ser proveniente da Celtejo ou de indústrias de papel associadas”.

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De resto, continua, “a atribuição de responsabilidades a esta indústria de celulose ligada à fileira do eucalipto por poluição do rio Tejo foi feita publicamente por numerosas pessoas, nomeadamente por várias figuras públicas (ver lista de citações no final). Assim, a Quercus considera que esta indústria ligada aos eucaliptos poderá estar a tentar condicionar o direito constitucional que todos os cidadãos têm de expressar livremente a sua opinião. Não deixa de ser curioso que não tenham sido interpostas ações judiciais contra políticos, deputados e outras figuras públicas e que a Celtejo venha fazer de bode expiatório este simples cidadão sem meios para fazer frente a este gigante da indústria”.

A Quercus “apela ao bom senso da Celtejo e pede para esta desistir da ação judicial que interpôs contra Arlindo Marques, uma vez que considera que esta não é a forma responsável nem correta da empresa lidar com os vários problemas que se têm registado ao longo dos últimos anos no rio Tejo”.

Caso a Celtejo não retire a queixa contra este cidadão, a quem todos muito devemos pela forma como tem lutado pela qualidade da água do rio Tejo, a Quercus tentará travar este processo com todos os meios ao seu alcance.

A Quercus lista “citações várias que provam que existem fortes suspeitas de a Celtejo ter responsabilidades na poluição do rio Tejo”:

“O deputado social-democrata Duarte Marques acusa a Celtejo, uma fábrica de pasta papel em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, de ser responsável por uma parte “significativa do problema de poluição do rio Tejo””

O observador 15/02/2016

Ambiente. As imagens da poluição no rio Tejo

 

“O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém está já a investigar as denúncias de descargas poluentes no Rio Tejo por parte da empresa de celulose Celtejo.”

Jornal i 21/12/2017

https://ionline.sapo.pt/496347

 

“Bloco quer explicações do ministro do Ambiente sobre poluição no rio Tejo..”

“O partido quer medidas imediatas e recomenda ao Governo que determine a redução da produção da empresa Celtejo, em Vila Velha de Ródão, que deverá ser o principal foco de poluição do rio Tejo.”

SIC Notícias 03/11/2017

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-11-03-Bloco-quer-explicacoes-do-ministro-do-Ambiente-sobre-poluicao-no-rio-Tejo

 

“A deputada do BE Mariana Mortágua considerou hoje, em Abrantes, que “o combate à poluição no rio Tejo não se faz porque ninguém tem coragem para enfrentar as indústrias de celulose”, dirigindo críticas ao PSD e ao Ministério do Ambiente.”

dnoticias.pt 02/12/2017

http://www.dnoticias.pt/pais/be-diz-que-ninguem-enfrenta-o-poder-das-celuloses-face-a-poluicao-no-tejo-YY2441717

 

“De acordo com o vereador Luís Gomes (BE), em Dezembro de 2015 o actual governo, através do Ministério do Ambiente, identificou os efluentes da empresa Celtejo, em Vila Velha de Ródão, como um preocupante foco de poluição do rio Tejo. Entretanto, no final de 2016, e após sucessivos alertas e a persistência de descargas “já eram demasiado evidentes as consequências trágicas para o ambiente dos derrames poluidores pela empresa”.”

O Mirante 16/11/2017

https://omirante.pt/semanario/2017-11-16/sociedade/2017-11-15-Autarcas-e-deputados-pedem-accao-contra-poluicao-no-Tejo

 

“A Agência Portuguesa do Ambiente garante que está a fazer o seu trabalho. Em 2015, avançou com fiscalizações que resultaram em “autos de notícia por contra-ordenação”.

Entre as “potenciais fontes de poluição” estão a ETAR da empresa Queijo Saloio, de Abrantes; a ETAR/fossa de Ortiga I e II, das Águas de Lisboa e Vale do Tejo, a fossa do parque de Campismo de Ortiga, propriedade da câmara local; e as empresas Celtejo e Centroliva, a par da fossa da zona industrial, em Vila Velha de Ródão.

Todas as entidades foram notificadas para resolverem os problemas detectados, com excepção da Celtejo, cujo plano de investimentos, actualmente em análise, deverá incluir “medidas que permitam melhorar a qualidade dos efluentes”.”

 

Rádio Renascença 11/02/2016

http://rr.sapo.pt/noticia/46599/que_espuma_e_esta_que_turva_o_tejo

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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