Sábado, Dezembro 4, 2021

“Que nunca por vencidos se conheçam”, por Fernando Freire

“Em todas as partes do mundo por onde andei, ao ver uma ponte perguntei quem a tinha feito, respondiam os portugueses; ao ver uma estrada fazia a mesma pergunta e respondiam: portugueses. Ao ver uma igreja ou uma fortaleza, sempre a mesma resposta, portugueses, portugueses, portugueses. Desejava pois, que da ação francesa em Marrocos daqui a séculos seja possível dizer o mesmo”.

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Marechal Louis Hubert Liautey (1854-1934)

Portugal teve um papel protagonista no mundo durante séculos a fio, criando monumentos, gerando rotas, emigração de gentes, mutuação de fauna e de flora. Essa epopeia mudou o mundo deixando vestígios em todos os continentes.

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Importa relevar que Vila Nova da Barquinha tem na sua génese o gosto pela “coisa militar” que deixou, e deixa, pegadas em todos os continentes.

Desde os primórdios da nacionalidade, na reconquista, com Almourol. No século XV, com Frei Gonçalo Velho, comendador de Almourol e da Cardiga, que mandou construir na foz do Zêzere, Cafuz, Praia do Ribatejo, as primeiras galeotas que partiram à descoberta dos Açores. No século XIX, com os pontoneiros, em Tancos. No século XX, com o Corpo Expedicionário Português protagonista do “Milagre de Tancos” e da “Cidade de Paulona”, a arma de Engenharia, a Força Aérea (Base Aérea n.º 3) e as Tropas Paraquedistas. No século XX e XXI com as missões internacionais na Timor, República Centro Africana, Bósnia, Kosovo, Líbano, etc. Disseram presente em todos os teatros de missões internacionais onde era preciso estar!

Outrossim, aqui viveram, treinaram e partilham memórias milhares e milhares de cidadãos que cumpriram e cumprem a sua missão ao serviço da Pátria. A este trajeto coletivo, assente nos laços hodiernos de familiaridade e de estima, somamos o campo institucional da defesa da causa pública, princípios e valores que a instituição militar comunga e partilha.

Em tempos de pandemia importa memorar o 23 de maio, dia das nossas tropas paraquedistas. Certamente, o nosso atual comandante Coronel Cordeiro é o primeiro comandante que não comemora o dia de todos nós. A pandemia não deixou acontecer o evento e neste ano de 2021 é recorrente. Podemos cair 7 vezes mas levantamo-nos oito. Em breve celebraremos!

Parabéns, portanto, a todos os paraquedistas e a todos quanto serviram e servem esta nobre organização. 

“O Estandarte Nacional do REGIMENTO DE PARAQUEDISTAS ostenta as três mais importantes Antigas Ordens Militares, testemunho da tradição secular de que são herdeiras as Ordens Honoríficas Portuguesas: Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito; Ordem Militar de Cristo e Ordem Militar de Avis, assim como as mais importantes e prestigiadas medalhas militares: Medalha de Ouro de Valor Militar; Medalha da Cruz de Guerra de 1ªClasse (duas) e Medalha de Ouro de Serviços Distintos.

Além destas condecorações é ainda condecorado com a Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa e com a Medalha de Honra Municipal de Vila Nova da Barquinha.

Todas as condecorações do Estandarte Nacional do REGIMENTO DE PARAQUEDISTAS foram atribuídas a seu tempo, não ostentando nenhuma distinção atribuída mais de três décadas depois de cessada toda a atividade operacional nos três Teatros de Operações Ultramarinos (Angola, Guiné e Moçambique), onde esteve empenhado desde a primeira hora – Março de 1961, Angola – como unidade operacional de escol da Força Aérea Portuguesa, tendo estado entre as últimas forças portuguesas a deixar as antigas parcelas de Portugal ultramarino, em Moçambique, Angola e Timor, em Junho, Novembro e Dezembro de 1975, respetivamente.”

ANTÓNIO E. SUCENA DO CARMO.

Fernando Freire é Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha e investigador da História Local

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