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“Quarta-feira de cinzas”, por Vasco Damas

Quarta-feira de cinzas. Cinzas que simbolizam a mudança e que recordam a fragilidade da vida humana – efémera, passageira, transitória, finita. Símbolo que ganha dimensão e significado especial por estes dias. Pelo acelerar de muitas passagens que chegam a um fim sem retorno. Pelas feridas que se abrem nos que ficam e pela despedida fria dos que partem. O frio de um fim que se torna mais gelado pela impossibilidade da companhia, do conforto, do abraço, dos afetos. Uma realidade dura, triste, sombria que deixará as suas sequelas.

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Mas para lá do cenário sombrio, nas cinzas também se encerra o recomeço, qual Fénix renascida, que podemos e devemos usar como metáfora dos tempos modernos. O renascimento de uma esperança que tem sido adiada pelos dias terríveis que temos vivido. Acreditar na luz ao fundo do túnel e no restabelecimento dos afetos como princípio para a recuperação parcial das nossas vidas.

Um desafio aos mais fortes, e as lições mais poderosas, que chegam de onde menos se esperava. Uma espécie de seleção natural, que nos tem ensinado a sermos mais fortes e a ficar mais bem preparados para o que ainda aí vem. Uma terapia de choque que produzirá resultados. Apesar das dificuldades, dos recuos e dos compromissos adiados.

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Precisamos de mensagens positivas. Precisamos voltar a acreditar. Pelo nosso equilíbrio emocional e pela nossa sanidade mental. Há futuro. Haverá futuro. E este presente, que é um presente envenenado, em breve se transformará em passado. Um passado de má memória, que faremos questão de não recordar.

Se não acredito nos outros, terei que me forçar a acreditar em mim e nos meus. Naqueles que podem mudar o meu mundo para melhor. É nisto que me foco. Naqueles que contagio e naqueles com quem interajo. Tudo o que vá além disto, é energia desperdiçada.

Quarta-feira de cinzas. Um bom dia para o inicio da metamorfose, da mudança, com espírito positivo na crença de um amanhã melhor. É este o princípio. Será sempre o melhor fim.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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