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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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“Quando o ridículo existe na lei”, por Miguel Borges

Quando não compreendo alguma lei ou um dos seus artigos, tenho para mim que existe um racional que a sustenta e que sou eu quem não consegue atingir esse mesmo racional.

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Por mais voltas que possa dar, e em sentido contrário ao muito que tenho defendido, não consigo entender que, tendo início os campeonatos de futebol nas classes mais jovens, se impeçam os pais, os avós e os irmãos dos jovens atletas de assistirem aos jogos dos seus familiares.

Muitas das vezes são esses mesmos familiares os responsáveis pela deslocação dos seus até aos campos de futebol, sendo depois obrigados a esperar pelo final do jogo dentro do carro ou num qualquer café da terra.

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Esta será, sem dúvida alguma, uma deslocação necessária que se enquadra no Artigo 4º da Resolução do Conselho de Ministros nº 45-C/2021 que declara a situação de calamidade, no âmbito da pandemia da doença COVID-19 com a seguinte redação “Os cidadãos devem abster-se de circular em espaços e vias públicas, bem como em espaços e vias equiparadas a vias públicas, e devem permanecer no respetivo domicílio, evitando deslocações desnecessárias.”

A grande maioria dos jovens atletas depende dos seus familiares para se deslocarem para os jogos, para os treinos, portanto, partir do momento em que são permitidos os jogos e os treinos, é mais que óbvio que as deslocações são necessária. Imperará o bom senso.

A exemplo de outras situações, bem que poderiam deixar este critério para os decisores políticos locais e não teria dúvida alguma, com o cumprimento de um plano de contingência para o local do jogo, no Sardoal seria permitida a permanência de familiares diretos, como a lei prevê para outras situações.

Sabemos da importância social que o desporto tem, muito em especial nos jovens e o acompanhamento que é fundamental, dos seus familiares mais diretos. O carinho que é dado, a motivação e, porque não, a correção em casa de momentos/atitudes por vezes irrefletidas ou imaturas.

Também não compreendo que, não havendo a existência de público, seja obrigatória a presença das forças de segurança nos campos desportivos, aumentando assim as despesas dos mesmos.

Miguel Borges é Presidente da Câmara de Sardoal e Presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém

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