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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Público e piqueniques “bem regados” regressam à Baja Portalegre 500

O mau tempo não afastou hoje centenas de pessoas de assistir ao prólogo da ‘mítica’ Baja Portalegre 500 e, entre piqueniques “regados” principalmente com muita cerveja, o público aplaudiu os pilotos da ‘prova rainha’ do todo-o-terreno em Portugal.

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Em 2020, a prova ficou marcada pela ausência de público devido à pandemia de covid-19, mas este ano o regresso à Herdade das Coutadas, ‘santuário’ do prólogo desta Baja, ganhou outro colorido com uma assistência que não regateou aplausos ao longo dos 3,5 quilómetros do prólogo.

Promovida pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), a Baja Portalegre 500 vive essencialmente da “grande festa” que o público faz à passagem dos concorrentes, estando uma grande parte da assistência com tendas instaladas à beira do percurso, munidos de “vários néctares” e saboreando várias iguarias para “aquecer” o estômago ao longo do dia.

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Público e piqueniques “bem regados” regressam à Baja Portalegre 500. Foto: David Belém Pereira/Jorge Santiago/mediotejo.net

Guilherme Vintém, mais um grupo de quatro amigos viajaram da aldeia das Carreiras (Portalegre) até à Herdade das Coutadas para ver partir a primeira moto, pelas 07:50, e nem a chuva os demoveu desse desafio, depois de terem percorrido cerca de dois quilómetros a pé, entre o Itinerário Principal (IP) 2 e aquela herdade, munidos de quatro geleiras “bem pesadas”, com cervejas no seu interior.

“Em primeiro trazemos quatro geleiras, porque temos muita sede e muita vontade de ver os carros, ver isto, é uma tradição”, disse Guilherme Vintém, em declarações à agência Lusa.

Para este amante do todo-o-terreno, que chegou à Herdade das Coutadas ainda de noite e com a chuva como companheira, a Baja Portalegre 500 “é um espetáculo”, um “festival”.

Carlos Silva, o elemento mais velho deste grupo de amigos, disse por sua vez à Lusa que “tirou férias” para marcar presença na Baja 500 Portalegre, sendo uma “tradição” que é para “manter” no futuro.

Já João Santos e os seus amigos pernoitaram em pequenas tendas junto à ribeira, uma das zonas espetáculo do prólogo, e nem a chuva “meteu medo” a estes jovens para regressar a ‘casa’.

“Não podíamos faltar”, começou por dizer, acrescentando à Lusa que foi com “muita tristeza” que em 2020 não rumaram até à Herdade das Coutadas para assistir ao evento devido à pandemia de covid-19.

“Não podíamos faltar, esta é a prova rainha, uma festa, um enorme convívio”, disse por sua vez à Lusa Carlos Silva, que viajou desde a região de Santarém com mais uns amigos para “assentar arraiais” junto a um velho sobreiro e assistir desta forma à prova.

“Nós saímos pela madrugada de casa e trazemos para petiscar um leitão, uns rissóis e umas cervejas, temos de fazer a festa”, defendeu.

Ainda mal o dia tinha nascido, já a Herdade das Coutadas apresentava uma enorme moldura humana, situação que veio ainda a ganhar maior visibilidade ao longo da manhã, tendo a Lusa constatado a chegada permanente de público ao local.

Aos jornalistas, o presidente do ACP, Carlos Barbosa, sublinhou que é “fundamental” a presença de público nesta prova, porque “dão a alegria e o calor” aos pilotos e à organização.

“Era fundamental o público, eu lembro-me perfeitamente aqui no prólogo [em 2020] não havia aqui um carro, não havia aqui ninguém, era uma tristeza horrível”, recordou.

Se em 2020 foi uma “tristeza horrível” o ambiente na Herdade das Coutadas, em 2021 o espaço voltou a ganhar vida e, entre alguma chuva, lama e o ensurdecedor roncar dos motores, o público foi o “participante” que mais se fez notar na prova.

ATUALIZAÇÃO:

Primeiro dia de competição com muitos motivos de interesse.

Com a chuva apenas a fazer a sua aparição no final da tarde, os concorrentes à 35ª edição da Baja de Portalegre correu-se a Especial de Qualificação (3,5Km) e o SS2 com 62,55 Km com partida em Ponte de Sor e chegada a Alter do Chão.

Se alguma coisa se começa a definir será no dia de sábado, com 146,24 Km entre Fronteira e Portoalegre (SS3) e mais 197,77 Km a correr entre Portalegre e Alter do Chão, dia em que os concorrentes terão a última palavra. Com a chuva impiedosa que teima em cair e previsões pouco animadoras está tudo em aberto no que a classificações diz respeito. Hoje foi assim:

MOTOS

Sebastian Bühler (Hero 450 Rally)

Nas Motos, depois da vitória de Luís Oliveira (Yamaha WR450) na Especial de Qualificação, Sebastian Bühler (Hero 450 Rally) impôs-se nos 62,55km do SS2. Nas suas palavras, “acho que consegui andar rápido, a um ritmo seguro, mas foi uma etapa muito pequena, amanhã vai ser a verdadeira.”  O alemão mais algarvio de todos é assim o líder da categoria e parece determinado em conseguir a quarta vitória consecutiva.

Luís Oliveira terminou o dia na segunda posição, com 30,6 segundos de desvantagem, referindo “senti-me bem, num percurso bastante rápido. Não tive saídas de pista e vim sempre muito depressa.”

Exatamente com a mesma diferença para o alemão, António Maio (Yamaha WR450F) é o terceiro classificado, mas mais importante do que isso, inicia o dia de amanhã com 1m24s de vantagem para Gustavo Gaudêncio (Honda CRF450RX), com quem está a lutar pelo título do Campeonato Nacional Todo Terreno OPEN 2021.

O checo Martin Michek (KTM 450 RR) é o quarto classificado, a 1m33,2s, enquanto Martim Ventura (Yamaha WR 450F) fecha o quinteto da frente.

Classificação Após SS2 – Motos:
1️º-Sebastian Bühler (Hero) 43m07,6s
2️º-Luís Oliveira (Yamaha), a 30,6s
3️º-António Maio (Yamaha), a 30,6s
4️º-Martin Michek (KTM), a 1m33,2s
5️º-Martim Ventura (Yamaha), a 1m37,7s

QUADS

Luís Engeitado (Yamaha)

A luta pela vitória entre os Quads está ao rubro, com Luís Engeitado (Yamaha YFZ450R) e João Silva Vale (Suzuki LTR 450), os dois primeiros classificados, separados por escassos quatro segundos! “Foi divertido e o piso esteve ótimo. Esperemos que amanhã continue assim”, sublinhou o líder.

Depois da vitória na Especial de Qualificação de abertura da prova, Luís Fernandes (Yamaha YFZ450R) terminou o dia na terceira posição, a 20,8s do piloto 1º classificado, com quem está a lutar pelo título absoluto. Miguel Costa (Yamaha AJ42) e Flávio Gonçalves (Yamaha 450 YFZ) fecharam o lote dos cinco primeiros.

Classificação Após SS2 – Quads:
1️º-Luís Engeitado (Yamaha) 44m21s
2️º-João Silva Vale (Suzuki), a 4,2s
3️º-Luís Fernandes (Yamaha), a 20.8s
4️º-Miguel Costa (Yamaha), a 2m05,8s
5º- Flávio Gonçalves (Yamaha), a 2m11,2s

SSV

Roberto Borrego (Can Am)

Entre os espetaculares SSV, Gonçalo Guerreiro (Can Am) foi o mais rápido na Especial de Qualificação, mas também nos 62,55km do SS2. No entanto, uma penalização de 1 minuto relegou-o para o terceiro lugar à chegada da primeira etapa. Roberto Borrego, que venceu por oito vezes a Baja Portalegre 500 na categoria de Quads, parte para o dia de sábado na liderança, confessando que hoje “não fiz a melhor escolha de pneus, mas ainda assim andei ´limpinho’, sem erros.”

Com uma brilhante estreia nos SSV, Armindo Araújo (Bombardier) é o segundo classificado, a escassos 7,5s da liderança. “Não atacámos demasiado, para tentarmos perceber qual o melhor ritmo a adotar. O carro está bom e estamo-nos a divertir imenso”, referiu concluído a etapa. João Dias e Ricardo Domingues encerraram o grupo dos cinco primeiros.

Classificação Após SS2 – SSV:
1️º-Roberto Borrego (Can Am), 45m32,3s
2º- Armindo Araújo (Bombardier), a 7,5s
3º-Gonçalo Guerreiro (Can Am), a 35,3s
4️º-João Dias (Bombardier), a 40,3s
5º- Ricardo Domingues (Can Am), a 1m13,7s

AUTOMÓVEIS

Tiago Reis (Toyota Hilux)

Apesar da presença dos candidatos aos títulos da Taça do Mundo FIA de Bajas Cross-Country e da Taça da Europa FIA de Bajas Cross-Country, duas duplas portuguesas lideraram a classificação dos automóveis no final da primeira etapa: Tiago Reis/Valter Cardoso e João Ramos/Filipe Palmeiro (ambos em Toyota Hilux).

Se, na Especial de Qualificação, foi Krzysztof Hołowczyc que se impôs, nos 62,55km do segundo Setor Seletivo, Tiago Reis não deu chances à concorrência. “A tarde correu bastante bem. Na segunda metade do setor seletivo, os pisos estavam mais escorregadios e, por isso, tivemos mais alguns cuidados. Amanhã, vamos abrir a ´pista´, mas estamos confiantes”, afirmou o virtual campeão.

Com 31,9s de desvantagem, a dupla João Ramos/Filipe Palmeiro terminou o dia na segunda posição. O piloto da Toyota Hilux salientou: “A luta com o Tiago foi muito interessante, mas a meio do percurso tive uma ligeira saída de pista, que me desconcentrou um pouco e que comprometeu o ritmo. Mas estou contente e para amanhã está tudo em aberto.”

A dupla Krzysztof Hołowczyc/Lukasz Kurzej (Mini John Cooper Works Rally) terminou o dia no 3º lugar, a 38,4 segundos do líder, mas impondo-se a Yazeed Al Rajhi, com quem está a lutar pelo título absoluto da Taça da Europa.

Alejandro Martins/José Marques (MINI John Cooper Works Rally) asseguraram o 4º lugar no final da etapa, precedendo Yazeed Al Rajhi/Michael Orr (Toyota Hilux Overdrive) e Yasir Seaidan/Alexey Kuzmich (MINI John Cooper Works Rally), que lutam pelo cetro da Taça do Mundo da modalidade. Em tempo de regresso, Miguel Barbosa (Toyota Hilux) assegurou a 7ª posição, à frente do brasileiro Cristian Baumgart (Toyota Hilux), Pedro Dias da Silva (VW Amarok), Luis Recuenco (Mini) e Marcos Baumgart (Toyota Hilux).

Ainda entre os automóveis, Abdullah Saleh Alsaif corre o risco de não conseguir alinhar à partida do dia de sábado. O piloto da Arábia Saudita sofreu um acidente no segundo Setor Seletivo e se for obrigado a desistir, Alexandre Ré/Pedro Ré têm boas hipóteses de assegurar a Taça da Mundo na Categoria T4. Hoje, não houve ninguém que ousasse contestar a superioridade da dupla de irmãos portugueses.

Classificação Após SS2 – Auto:
1️º-Tiago Reis (Toyota Hilux), 42m18,3s
2️º-João Ramos (Toyota Hilux), a 31,9s
3º- Krzysztof Hołowczyc (Mini), a 38,4s
4º- Alejandro Martins (Mini), a 2m04,5s
5️º-Yazeed Al-Rajhi (Toyota Hilux), a 2m07,1s

Fonte: ACP e Cronobandeira.

Fotos: David Belém Pereira e Jorge Santiago

Agência de Notícias de Portugal

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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1 COMENTÁRIO

  1. Boa noite amigos o baja é uma grande diversão para todos para mim é o melhor rally que se pode ver em Portugal e o 24 h em Fronteira
    Todos os anos não se pode perder ❤❤❤❤❤❤
    Força ao campeão deste ano

    Força Portalegre

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