Quarta-feira, Janeiro 19, 2022

PSD | Santana Lopes afirma em Santarém que está na corrida para clarificar partido e país

O candidato à presidência do PSD Pedro Santana Lopes afirmou hoje que está na corrida à liderança do partido para “clarificar”, defendendo que os sociais-democratas devem orgulhar-se do trabalho de “salvação nacional” feito por Pedro Passos Coelho.

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Pedro Santana Lopes falava no lançamento da sua candidatura à presidência do PSD, numa sessão com cerca de mil apoiantes em Santarém, num discurso em que, logo nas suas primeiras palavras, referiu um dos seus principais objetivos na corrida para as “diretas” de janeiro.

“Em 2005 disse que ia andar aí e nunca pensei que essas palavras tivessem até hoje tal impacto. Hoje estou aqui, vim para clarificar, porque o PSD precisa disso e Portugal também precisa disso”, declarou, recebendo uma prolongada salva de palmas.

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Pedro Santana Lopes explicou depois qual uma das duas ideias de clarificação.

“O PSD orgulha-se do trabalho de salvação nacional feito pelo Governo de Pedro Passos Coelho. Queremos um partido sem memória?”, questionou o ex-provedor de Santa Casa da Misericórdia, numa alusão aos sociais-democratas que se demarcaram do anterior executivo.

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Na sua intervenção, Pedro Santana Lopes visou de forma implícita o comportamento do seu rival Rui Rio, que, com Pedro Passos Coelho no Governo, aceitou um convite da “Animo”, do antigo assessor parlamentar do PS António Colaço, para participar num almoço na Associação 25 de Abril com a presença do “capitão de Abril” Vasco Lourenço.

Visados por simpatias à esquerda foram ainda Pacheco Pereira, que esteve na Aula Magna de Lisboa nas sessões promovidas pelo falecido antigo Presidente da República Mário Soares contra o Governo, mas, igualmente, o antigo ministro social-democrata António Capucho, que esteve em ações da Fundação Mário Soares e apoiou o PS nas últimas eleições europeias.

Outra nota de demarcação de Pedro Santana Lopes passou pela sua intenção de desvalorizar a tese de Rui Rio, segundo a qual o PSD nunca foi um partido de direita.

“Nós somos um partido que vai do centro-direita até ao centro-esquerda. Francisco Sá Carneiro e Cavaco Silva nunca andaram entretidos com dissertações sobre essa matéria e levaram-nos a vitórias muito importantes. Eu quero fazer o mesmo, não tenho complexos nessas matérias”, respondeu.

Santana defende que não se chame “geringonça” ao Governo porque “eles gostam”

O candidato à liderança do PSD Pedro Santana Lopes defendeu hoje que os opositores ao Governo devem deixar de chamar-lhe “geringonça”, mas sim “frente de esquerda com comunistas”, e admitiu que a legislatura não chegará ao fim.

Pedro Santana Lopes apresentou esta ideia na sessão de lançamento da sua candidatura à presidência do PSD, em Santarém, a meio do seu discurso, que durou cerca de uma hora e que foi muito aplaudido por cerca de mil apoiantes.

Na parte dedicada às críticas ao atual executivo socialista, Pedro Santana Lopes deixou um reparo aos setores da oposição que caraterizam o atual Governo como sendo uma “geringonça” – uma expressão que teve origem no historiador Vasco Pulido Valente e que depois ficou famosa por via do ex-presidente do CDS-PP Paulo Portas.

“Eu não gosto que lhes chamem geringonça, até porque não sei se já repararam: Eles adotaram o termo, acham que envolve algum carinho, acham que tem um pouco de componente de afetos. Para mim eles são uma frente de esquerda, com comunistas e extrema-esquerda, das quais o PS se aproveita para governar com um programa que não é o seu”, sustentou Pedro Santana Lopes, recebendo uma prolongada ovação.

O antigo primeiro-ministro foi ainda mais longe em defesa da sua oposição, considerando mesmo que “chamá-los de geringonça é o que eles querem, eles gostam”.

“É curioso, porque acham que não merecem mais, mas também entendem que isso dá para disfarçar a realidade política”, advertiu o ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Na sua intervenção, o candidato à liderança dos sociais-democratas deixou ainda a ideia de que este Governo poderá não cumprir a legislatura, por falta de coesão interna na sua base de apoio parlamentar.

“Entendo que é manifesto que a frente de esquerda que sustenta o Governo está com dificuldades que não tinha há uns tempos. Fechou um acordo em torno do Orçamento do Estado para 2018, mas é manifesto aquilo que se passa ao nível da contestação social. Há discordâncias e manifestações de rutura, quer da parte do Bloco de Esquerda, quer da parte do PCP”, apontou o antigo primeiro-ministro entre 2004 e 2005.

 

Agência de Notícias de Portugal

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