PSD preocupado com construção de armazém de resíduos nucleares em Almaraz

Ambientalistas acusam central nuclear de Almaraz de “comportamento imprudente”. Foto arquivo: DR

O deputado do PSD Manuel Frexes disse hoje que está “muito preocupado” com o anúncio da construção de um armazém de resíduos nucleares em Almaraz, Espanha, e considerou que o Governo português não pode continuar indiferente à situação.

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A informação foi avançada na quinta-feira, pela agência Europa Press, que adiantou que o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) aprovou a construção de um armazém temporário individualizado (ATI) para os resíduos da central nuclear de Almaraz, infraestrutura que irá ocupar uma superfície de 2.649 metros quadrados.

“Isto significa também que, ao fazer este investimento, eles [espanhóis] preparam-se para alargar o prazo de laboração da própria central [de Almaraz], que é aquilo que querem há muito tempo”, frisou o deputado eleito pelo círculo de Castelo Branco, em declarações à Lusa.

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O deputado social-democrata disse que vai avançar com um pedido de esclarecimento sobre este assunto ao Governo português, na próxima segunda-feira.

“Queremos saber o que é que o Governo português vai fazer perante esta situação preocupante. Até agora, a resposta do Governo na comissão do Ambiente é que está a acompanhar o caso”, frisou.

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Manuel Frexes disse que chegou a altura de o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, interpelar o seu homólogo espanhol e confrontá-lo com esta situação.

“Depois de muitos avisos e alertas por parte dos ambientalistas e das próprias entidades fiscalizadoras espanholas, temos uma ameaça nuclear à nossa porta e temos um ministro do Ambiente que assobia para o lado e não faz nada”, afirmou.

O deputado social-democrata realçou que nada aconteceu após vários alertas e das falhas registadas na central nuclear de Almaraz.

“Quem pode falar com o Governo espanhol é o Governo português. O Governo não pode continuar a fechar os olhos a esta situação”, sustentou.

A funcionar desde o início da década de 1980, a central está situada junto ao Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.

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