PSD de Santarém questiona Governo sobre poluição no Tejo

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém questionaram hoje o Ministério do Ambiente relativamente aos investimentos da empresa Celtejo, com sede em Vila Velha de Ródão, apontada como uma das poluidoras do Rio Tejo.

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Na pergunta enviada ao Governo, os deputados querem saber “qual o ponto de situação da antecipação deste plano” de investimento da empresa instalada naquele município de Castelo Branco, e “por que razão o Governo não autorizou ainda, à semelhança do que fez para outras empresas, as condições necessárias e requeridas para este investimento”.

“Na sequência de várias notícias vindas a público a propósito da empresa Celtejo, situada no concelho de Vila Velha de Ródão e propriedade do grupo ALTRI, relativamente ao impacto que as descargas de efluentes no rio Tejo, para os quais está devidamente licenciada pelas autoridades públicas locais e nacionais, esta empresa decidiu antecipar o seu plano de investimentos que visavam melhorar a eficiência económica e ambiental desta sua unidade industrial”, pode ler-se no documento.

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Na missiva, é ainda referido que, “após várias preocupações demonstradas pela população, por deputados e autarcas dos mais diversos partidos com representação parlamentar, mas também por organizações ambientais, os deputados subscritores tiveram a oportunidade de reunir com a Administração da Celtejo que comunicou a sua intenção de antecipar o seu plano de investimentos, sobretudo a aquisição de uma nova caldeira, investimento total orçamento em cerca 80 milhões de euros, e de que este investimento está condicionado por algumas decisões e autorizações do atual governo”.

Nesse sentido, os deputados Duarte Marques, Nuno Serra, Teresa Leal Coelho (eleitos por Santarém), num documento igualmente subscrito por Manuel Frexes (eleito por Castelo Branco), e por Berta Cabral, Jorge Paulo Oliveira e Bruno Coimbra (Coordenadores do PSD na Comissão de Ambiente), perguntam ainda “que garantias e estudos exigiu o Ministro do Ambiente para garantir que este investimento pode melhorar os impactos ambientais, que iniciativas está o governo disponível para levar a cabo no sentido de melhorar a monitorização das descargas de efluentes deste tipo de empresas, assegurando maior transparência e confiança das populações, e se está previsto algum acordo com a empresa em questão para minimizar os impactos ambientais até à conclusão do investimento referido”.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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