PS quer saber se fundos comunitários para a Unicer foram mesmo suspensos

O PS quer saber se o pagamento de fundos comunitários à Unicer foi efetivamente suspenso e em que montantes, discordando do encerramento da fábrica de Santarém e alertando que a recolocação de parte dos trabalhadores não está “devidamente esclarecida”.

Numa pergunta enviada hoje ao Governo, um dia depois de a Unicer ter anunciado que antecipou em três meses o encerramento da fábrica de refrigerantes de Santarém (para 31 de janeiro), o PS quer saber se “estão realmente suspensos os pagamentos à UNICER pelos projetos que se encontra a desenvolver e que beneficiam de fundos comunitários”.

Os socialistas querem saber que fundos estão em causa (do Quadro de Referência Estratégica Nacional, QREN, quer do Portugal 2020) e quais os montantes em causa.

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Em outubro, quando foi tornada pública a intenção da Unicer de fechar a fábrica de Santarém, o então ministro da economia, Pires de Lima, mandou suspender os pagamentos de fundos comunitários até ao esclarecimento das circunstâncias que rodearam a decisão de encerramento da unidade.

Lembrando que a unidade industrial foi objeto de investimento ao longo de anos, “incluindo o benefício direto que resultou na utilização de fundos comunitários”, o PS lamenta que “em pouco mais de dois anos” tenham encerrado duas fábricas no mesmo distrito.

“Este encerramento tem um impacto relevante na economia do concelho e da região, e com efeitos dramáticos na vida de muitas famílias, e resultará na destruição de mais de uma centena de postos de trabalho, colocando ainda em risco a viabilidade de muitas pequenas e médias empresas do distrito de Santarém”, afirma o PS numa pergunta enviada hoje ao Governo.

Dos 70 trabalhadores da fábrica de Santarém, a Unicer admite a recolocação de 10 na estrutura global da empresa, se se manifestarem disponíveis para tal, e a recolocação de outros 25 colaboradores num “novo parceiro”, que assumirá a produção e enchimento das suas marcas de refrigerantes.

No entanto, os deputados socialistas António Gameiro, Idália Serrão e Hugo Costa consideram que esta solução “não se encontra devidamente esclarecida”.

“A solução apresentada para a recolocação de alguns trabalhadores na estrutura global da empresa, deslocalizando-os para o norte do país, terá um enorme impacto na vida destes trabalhadores e das suas famílias”, afirma o PS.

Para os socialistas “importa saber” quais as ações que o Governo “pretende e está a adotar”.

Nesse sentido, os deputados questionam o acompanhamento que tem sido feito pelo atual Governo, bem como a informação deixada pelo anterior executivo PSD/CDS-PP sobre este assunto.

O PS pretende saber ainda se a Segurança Social, nomeadamente o Centro Distrital de Santarém, tem dado o devido apoio aos trabalhadores e se atual Ministro da Economia, Manuel Cadeira Cabral, já teve alguma reunião com a Unicer.

 

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Agência Lusa
Agência de Notícias de Portugal

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