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Sábado, Setembro 18, 2021

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Produtos regionais: A nossa montra em Lisboa

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Depois de dois anos de trabalho intenso, o sonho tornou-se ontem realidade. Com a inauguração da Produtos e Territórios – Loja do Intendente, mais de 200 produtores regionais, representados por seis associações de desenvolvimento rural, poderão vender o que produzem diretamente ao público, numa zona central de Lisboa, com grande movimentação turística e em franca ascensão.

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Duas dessas associações representam seis municípios do Médio Tejo: a Tagus (Abrantes, Constância e Sardoal) e a Pinhal Maior (Mação, Sertã e Vila de Rei). Foi aliás destas associações que nasceu a ideia de criar este projeto, como explicou ao mediotejo.net a presidente do Município de Abrantes e da Tagus, Maria do Céu Albuquerque. “Aceitámos o desafio do então presidente da Câmara de Lisboa, Dr. António Costa, para participarmos do processo de revitalização desta praça da capital, com benefícios para todos.”

Viram vários edifícios e chegaram a ponderar ocupar o espaço onde hoje está a loja de Catarina Portas, A Vida Portuguesa. Mas seria pequeno. Já o edifício do lado era demasiado grande: está prestes a inaugurar como hotel de charme. O nº 13 acabou por revelar-se o ideal. Tem espaço suficiente (430 metros quadrados, distribuído por dois andares), e chegaram a acordo com os proprietários (herdeiros da empresa de cerâmica Viúva de Lamego) para um aluguer por oito anos, em troca de uma renda reduzida e da realização das obras de recuperação do edifício, que rondaram os 500 mil euros.

Devido ao investimento necessário, convidaram-se mais associações e acabaram por juntar-se ao projeto a Terra Fria Transmontana (CoraNE), as Terras de Sicó, o Norte Alentejo (ADER-AL) e o Alentejo Central (MONTE-ACE). Juntas, as seis associações de desenvolvimento rural obtiveram o necessário financiamento europeu e o apoio dos 38 municípios que abrangem.

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Coube a Maria do Céu Albuquerque a apresentação do projeto. Ao seu lado esquerdo, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, Margarida Martins, presidente da Junta de Freguesia de Arroios, e Manuela Azevedo e Silva, gestora adjunta do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020). À direita, Vitor Coelho, que assegurará a gestão comercial do espaço. Foto: mediotejo.net

 

Vasco Estrela, de Mação, foi um dos autarcas presentes na festa de inauguração, que teve início às 19h, com um muito elogiado menu de degustação da chef Justa Nobre, usando apenas ingredientes dos produtores ali representados. Os vinhos servidos também eram todos de associados do projeto.

Considerando de grande importância a projeção que os produtos da sua região ali poderão ter (nomeadamente os presuntos, os azeites e o artesanato), Vasco Estrela alerta contudo para o facto de esta loja, por si só, não conseguir fazer milagres. “Os produtores terão de ter iniciativa e capacidade de resposta. Aqui será o mercado a falar.” Nuno Rodrigues, dos vinhos Casal da Coelheira, em Tramagal (Abrantes), que também marcou presença na inauguração, concorda com o autarca. Ele será um dos produtores representados na Loja do Intendente e, apesar dos seus vinhos premiados já estarem em vários pontos de venda no país – nomeadamente nas grandes superfícies -, considera que esta loja tem de ser vista como “o” ponto de venda. “É um espaço priveligiado e que pode ser a nossa sala de visitas na capital. Aqui podemos fazer ações de promoção, lançamentos de novos produtos e ter uma relação privilegiada com os clientes.”

A Loja do Intendente abrirá ao público no próximo dia 3 de maio, prometendo trazer nova vida ao (antes mal-afamado) largo lisboeta, que hoje se veste de fachadas novas, atraindo novos negócios, jovens e turistas. Mas, sobretudo, promete dar um novo fôlego de esperança aos negócios de tantos produtores regionais, que ali passam a poder mostrar, com o merecido destaque, o que de melhor se vai fazendo no interior do país.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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