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Terça-feira, Janeiro 25, 2022
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Produtores florestais defendem regresso de Secretaria de Estado das Florestas

O Fórum Florestal – Estrutura Federativa da Floresta Portuguesa, reclamou hoje o regresso de uma Secretaria de Estado das Florestas ao Governo, afirmando que a sua inexistência significa um retrocesso de mais de uma década para o setor.

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“Em outubro de 2014, o secretário de Estado em funções demitiu-se e, surpreendentemente, não foi nomeado substituto, estando hoje a floresta novamente diluída pelos diversos departamentos do Ministério da Agricultura”, disse à agência Lusa o presidente do Fórum Florestal, António Louro, que também preside à Aflomação, Associação de Produtores Florestais de Mação.

“Este é um retrocesso de uma década no desenvolvimento florestal, pelo que os produtores afirmam a uma só voz que querem a Secretaria das Estado das Florestas de volta”, vincou o dirigente.

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LOURO1O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou em outubro de 2014 que Francisco Gomes da Silva, que chefiava a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e que se havia demitido, não seria substituído nas suas funções porque o Ministério da Agricultura e do Mar podia absorver as suas competências.

Pedro Passos Coelho defendeu, na altura, haver condições para as competências do secretário de Estado serem redistribuídas pela equipa da ministra Assunção Cristas.

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LOURO5António Louro, engenheiro de produção animal residente em Mação e que lidera a mais representativa estrutura federativa da floresta portuguesa, com cerca de 50 associações e “muitos milhares” de produtores florestais, sublinhou que “foi com muita desconfiança que os agentes do setor acomodaram esta mudança”.

A floresta, recordou, tem um “papel importante e decisivo na alavancagem económica do país” e, por isso, “não pode nem deve ser tratada como apenas mais um item de trabalho de um qualquer departamento do ministério”.

Segundo o responsável, após os grandes incêndios de 2003 e 2005 “o poder político percebeu que a floresta precisava ser vista e tratada como um setor de atividade integrado e não poderia continuar a ser ‘mexido’ um pouco por todos sem que um rumo fosse definido para ela”. Foi por isso, sublinhou, que surgiu a secretaria de Estado das Florestas”.

LOURO6Segundo o dirigente, esta foi uma das mais importantes medidas políticas para o setor, aplaudida por todos os agentes e vista como um passo decisivo para a afirmação da fileira florestal como charneira da economia agrária.

LOUROO presidente do Fórum Florestal realçou que produtores “pensam e defendem que a floresta tem que ser vista, gerida e trabalhada de forma clara, aberta e assumida pelo poder político e querem, como tal, que no futuro a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural volte a ser uma realidade”.

Agência de Notícias de Portugal

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