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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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“Preto ou branco”, por Vasco Damas

Vivemos dias “pintados” de preto ou de branco, onde nos posicionamos no oito ou no oitenta, numa lógica de por ou de contra.

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São os animais, é a alimentação, é a prática de exercício, é a orientação sexual, é o Orçamento de Estado e por aí fora, porque qualquer tema serve para opinar numa defesa incessante do nosso argumento assente numa estratégia colonialista do outro que ultrapassa largamente todo e qualquer fundamentalismo.

Confundem-se opiniões com informações e pontos de vista com rigor científico atropelando o bom senso e, grande parte das vezes, a verdade.

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Passámos a viver nos limites, desprezando tudo o que existe entre o menos e o mais. É ali que faz sentido, é ali que estamos na nossa zona de conforto e é por isso que “cegamos” na defesa muitas vezes indefensável que vai sobrevivendo subliminarmente na tática de fuga para a frente.

As redes sociais limitam-se a exacerbar, a amplificar e a dar visibilidade a este sentimento irracional.

Preto ou branco, sem nuances nem outras cores. Oito ou oitenta, sem espaço para mais. Por mim ou contra mim, porque deixou de haver meios-termos.

Ódios viscerais que se vão cultivando e que dificultam o retorno, porque a destruição vai lentamente esboroando a matriz e a identidade. Tempo de intolerância absoluta que assenta a construção na destruição, que nos assusta no presente e nos deixa apavorados na incerteza do futuro porque como aprendemos na canção, “para pior já basta assim”.

Resultado mais do que previsível e reflexo da falência das nossas principais instituições, com família e escola no topo da responsabilidade desta falência social. E se é mau termos permitido que aqui chegássemos, ainda é pior percebermos o estado da herança que ficará para as próximas gerações.

Mas apesar do cenário apocalíptico que vivemos por estes dias, o meu otimismo ainda me faz acreditar num futuro melhor, com pessoas mais generosas e tolerantes que saberão ocupar o espaço entre o oito e o oitenta e que terão a arte de pintar o mundo com uma paleta repleta de cores vivas e alegres. Os nossos filhos e os nossos netos merecem o esforço e o compromisso de lhes deixarmos um mundo melhor. E aqui chegado fico com uma dúvida. Serei mesmo otimista ou simplesmente ingénuo?

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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