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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Presidente da Câmara diz que permanência da Sertã na CIM Médio Tejo é “não assunto”

O presidente da Câmara da Sertã, na primeira sessão da Assembleia Municipal após a tomada de posse, no dia 3 de dezembro, fez questão de clarificar a sua posição sobre a adesão do Município à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), tema que foi suscitado por Alfredo Dias (PSD), ex-presidente da Assembleia Municipal.

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Para Carlos Miranda (PS) “este assunto é um não assunto. Durante a campanha tive o cuidado de não falar sobre esta matéria porque eu acho que neste momento temos de nos focar noutras coisas e não a que comunidade intermunicipal pertencemos ou a qual devíamos pertencer”, afirmou.

Enquanto o PSD sempre se manifestou a favor da manutenção da Sertã na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, o PS questionou por várias vezes o assunto durante a gestão social democrata.

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“Na altura, quando a Sertã aderiu à CIM Médio Tejo não gostei porque foi uma decisão tomada por uma só pessoa. Este assunto não foi debatido em reunião do executivo Municipal nem na Assembleia Municipal”, recordou Carlos Miranda.

Considerava, lembrou, que se tratava “de uma matéria com impacto enorme na Sertã que mereceria uma discussão pública pelo menos nestes dois órgãos para já não falar numa discussão mais alargada na sociedade civil”.

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Para o autarca “perdeu-se uma grande oportunidade não só de tentarmos em conjunto refletir sobre qual a comunidade intermunicipal que mais nos diga respeito, que mais nos interessava, mas até refletir sobre o projeto de desenvolvimento para o concelho da Sertã”. “Foi uma oportunidade perdida”, considerou à época.

Presidente da Câmara da Sertã, Carlos Miranda, durante a Assembleia Municipal. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | CARLOS MIRANDA, PRESIDENTE CM SERTÃ: 

“Entendi durante a campanha eleitoral não falar sobre este assunto porque nós estamos neste momento num comboio que está em movimento, permitam-me que use esta expressão e é sempre complicado e pode ter sempre consequências muito negativas saltarmos de um comboio que está em andamento”, argumentou Carlos Miranda.

Na sua opinião, este debate deveria ter sido feito há oito anos, reconhecendo que a adesão ao Médio Tejo ou à Beira Baixa teria vantagens e inconvenientes.

Justifica a permanência na CIMT, porque entretanto “criaram-se muitos projetos, atividades e mecanismos em comum”, havendo vários programas comunitários geridos pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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