Presidenciais: Marisa Matias contra “fim de linha” do setor ferroviário

Contra o “fim de linha” do setor ferroviário em Portugal, a candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, defendeu hoje a aposta numa “rede de transportes de qualidade, acessível a todos e nas mãos públicas”.

Na primeira ação pública do segundo dia oficial de campanha, Marisa Matias visitou o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, distrito de Santarém, no qual teve a oportunidade de conhecer de perto a história dos caminhos-de-ferro portugueses, subir para locomotivas antigas e até conhecer o comboio presidencial, que espera apanhar até Belém nas eleições de 24 deste mês.

“Nós visitámos um museu que mostra bem um dos ativos enormes deste país, que tem a ver com os caminhos-de-ferro e com toda a rede de transportes que tem sido criada. Infelizmente, também visitámos o fim de linha quando vimos o diagrama com aquilo que foi a construção do caminho-de-ferro até ao final do século XX e agora, nos últimos anos, o que foi a destruição do caminho ferroviário em Trás-os-Montes e em toda a região do Alentejo”, lamentou.

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Na opinião da candidata presidencial apoiada pelo BE, para “ter um país coeso e único” é precisa “uma rede de transportes de qualidade, acessível a todos, nas mãos públicas, de preferência”, sendo este um setor fundamental, não só em termos de equidade territorial, mas na questão da dependência de combustíveis fósseis e da indústria.

Mas na ‘estação da ausência da suspensão da privatização da CP Carga’ nos acordos de Governo entre PS, PCP e BE o comboio de Marisa Matias não parou: “eu não comento as matérias relacionadas com as questões dos acordos que foram feitos em relação ao Governo”.

“Há um desligamento de toda a Península Ibérica relativamente ao resto da Europa em matéria de caminhos-de-ferro, o que provoca dificuldades em matéria de transportes, mercadorias e todas as questões da indústria”, criticou ainda.

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