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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Práticas amigas do ambiente na gestão de eucaliptais beneficia os rios – estudo

A adoção de práticas amigas do ambiente na gestão de eucaliptais localizados perto de rios beneficia o conjunto do ecossistema aquático e o não seguimento dessas regras pode ter impactos negativos, conclui um estudo de investigadores portugueses.

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“Uma boa gestão, com boas práticas florestais, em eucaliptais traz benefícios em termos do meio natural, o não seguimento [daquelas regras] podem eventualmente trazer impactos negativos para esse meio natural”, disse hoje à agência Lusa João Oliveira, coordenador do trabalho publicado na revista Forest Ecology and Management (ecologia florestal e gestão).

O investigador do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia (ISA) salientou que “os impactos em povoamentos de eucalipto bem geridos e bem ordenados são menores do que em eucaliptais que estão desordenados e que não seguem as boas práticas florestais”.

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No estudo “Efeitos do ordenamento florestal nos habitats aquáticos e comunidades piscícolas de rios ibéricos associados a eucaliptais”, os investigadores analisaram rios em eucaliptais bem geridos, rios em eucaliptais cujas zonas junto aos cursos de água estavam degradadas e rios de referência, ou seja, pouco alterados pelo homem.

“Nos eucaliptais bem geridos, segundo boas práticas de gestão florestal, a qualidade do rio propriamente dito, física e das comunidades, era próxima [dos níveis] da referência e nos outros casos era muito diferente, para pior”, avançou João Oliveira, acrescentando que, no entanto, tudo depende de muitos fatores, como a escala da paisagem ou a área, do tipo de sistemas aquáticos e da espécie florestal.

São duas as principais entidades internacionais a fazer certificação florestal dos produtores, assegurando que seguem boas práticas na gestão dos seus povoamentos para que a exploração da floresta seja mais amiga do ambiente e sejam minimizados os impactos sobre a natureza, preservando a biodiversidade.

Em Portugal, “uma área razoável dos eucaliptais, nomeadamente aqueles que pertencem às indústrias de celulose já estão certificadas”, segundo João Oliveira.

Entre as boas práticas florestais estão a obrigação de não plantar eucaliptos até à margem da água, não fazer exploração florestal junto aos rios ou só utilizar herbicidas e fertilizantes homologados.

Mas, há poucos trabalhos a demonstrar os efeitos daquelas opções na natureza, nos cursos de água, nas comunidades piscícolas e na vegetação das margens, tanto da adoção das boas práticas como das menos boas, ou seja, “a validação dessas práticas”, explicou o investigador.

Os cientistas do ISA estudaram os sistemas aquáticos para verificar se os peixes nos rios e os aspetos físicos do rio, como os habitats aquáticos, dos locais com eucaliptais “estavam em boas condições ou não”, na zona da bacia hidrográfica do Tejo, na região de Abrantes e Constância.

Perante as conclusões, os investigadores defendem a importância da proteção e requalificação das zonas ribeirinhas dos rios em eucaliptais e sugerem medidas de gestão adicionais nas áreas certificadas.

Agência de Notícias de Portugal

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