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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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“Pote”, por Armando Fernandes

Dizia o empertigado rapaz para o adversário na conquista do coração da sua vizinha: eu não sei, nem tu sabes, onde ele embarra o pote, mas tu sabes onde embarra o meu. A moça logo lhe respondeu sim, aceitava o pedido de namoro.

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O pote nas suas diversas representações: de ferro, de barro, de alumínio, cilíndrico, ligeira ou de acentuadamente bojudo era utensílio relevante nas cozinhas antigas quer no papel de cozinhar toda a casta de alimentos, quer no transporte de líquidos, quer ainda na conservação de enchidos e carnes envoltas em unto/banha.

Há potes com tampa do mesmo material do corpo, com tampas e rolhões de cortiça.

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Também existem potes em dimensões menores, de materiais finos (porcelana, metais preciosos) empregues em confeitarias e casas de chá e café e de ostentação de riquezas.

Ao invés, os potes nas cozinhas perderam importância, por isso mesmo não é novidade vermos potes reduzidos à condição de vasos e recipientes de todo o género de trastes domésticos.

Longe vão os tempos em os potes de ferro simbolizavam esteios ancestrais e convivialidades. Desses tempos subsistem receitas que exemplifico com o galo no pote.

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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