“Portugal não é a Venezuela, mas há idosos sem vacina para a gripe”, por Duarte Marques

Lar em Santarém com 24 utentes e seis funcionários infetados. Foto ilustrativa: DR

Quando pensava que já tinha visto de tudo, na semana passada fui surpreendido por alguns dirigentes de IPSS’s da região a a queixarem-se que alguns dessas instituições as pessoas ainda não tinham ainda sido vacinadas contra a gripe. No Médio Tejo, os casos mais graves, ou seja, com maior número de pessoas por vacinar que estão em lares são os concelhos do Sardoal, Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Entroncamento, Tomar e Torres Novas. Felizmente após a denúncia que fiz na semana passada em conjunto com os meus colegas Deputados do PSD, parece que já começaram a chegar mais unidades à região.

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Se a escassez de vacinas já é uma constante, faltarem para um dos grupos de maior risco é uma verdadeira aberração que julgava impossível num país da UE. Portugal não é a Venezuela. Ora, é a própria Direção Geral de Saúde que define os grupos de risco, um deles são precisamente as pessoas com mais de 65 anos, e que desenha o plano cuja vacinação deveria começar em Outubro e terminar em Dezembro.

É inexplicável e inaceitável que a 19 de dezembro existam ainda pessoas do principal grupo de risco sem estarem vacinadas. O meu espanto é ainda maior percebo que nesta e noutras zonas do país já há imensa gente vacinada que não pertence a qualquer grupo de risco. Ou seja, não terá sido a falta de vacinas inicial  que originou esta situação mas sim o deficiente planeamento do Ministério da Saúde.

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Outra curiosidade é esta situação que ocorrer apenas no distrito de Santarém, precisamente uma das regiões do país que todos os anos vacina um grupo maior de cidadãos.

Nós, Deputados, fomos eleitos para defender as pessoas mas nunca pensei que fosse necessário defender os mais idosos, de algo tão óbvio e necessário. Espero que as vacinas não cheguem tarde de mais.

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Boas festas e um Feliz Natal a todos.

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Duarte Marques, 38 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros. Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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