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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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“Portugal começa a andar para trás”, por Duarte Marques

A principal divergência entre PSD/CDS e o PS, ao longo da campanha eleitoral para as legislativas, foi o ritmo de reposição dos rendimentos cortados aos portugueses ao longo dos últimos anos. Recordo que foi o governo Sócrates que fez os primeiros cortes nos salários da função pública, depois continuados e agravados pelo Governo PSD/CDS, de acordo com o Memorando da troika (negociado e aprovado pelo Partido Socialista, é sempre bom lembrar).

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Com o programa de ajustamento cumprido, com o país novamente a crescer, o défice a baixar, as exportações a subirem de forma excecional, e a confiança dos investidores reconquistada, Portugal estava, em finais de 2015, bem melhor do que em 2011. Após diversos sacrifícios, após um enorme esforço dos portugueses e das portuguesas, Portugal estava no bom caminho e os eleitores reconheceram isso ao dar ao PSD/CDS a vitória nas eleições. O resto já sabemos. Iniciou-se o novo PREC – Processo de Reversão Em Curso.

Os dados da última semana confirmam o que mais se temia, pelas decisões populistas de António Costa, Portugal corria o risco de voltar a andar para trás.

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Com as peripécias do OE2016, com o vexame de ver um orçamento de Estado alterado por Bruxelas, obrigando o governo a recuar em várias metas que dava como adquiridas, Portugal viu a sua credibilidade externa danificada.

Hoje ficamos a conhecer as previsões económicas do FMI e da Comissão Europeia e que são coincidentes em dois fatores fundamentais: o crescimento da economia previsto para 2016 é inferior ao de 2015, sendo que o défice para 2016 deverá ser superior ao obtido em 2015. Ou seja, quer isto dizer que o país começa a andar para trás, começa a voltar ao tempo velho.

Na sequência da missão de acompanhamento pós-resgate que foi concluída nesta semana pela troika, Comissão Europeia e BCE alertam que o esforço para reduzir o desequilíbrio estrutural das contas públicas precisa ser “significativamente aumentado“. O aviso é idêntico ao do FMI, também divulgado hoje. Todas as instituições da troika antecipam mais défice e menos crescimento para 2016. Mas também as instituições portuguesas como a UTAO ou o Conselho de Finanças Públicas lançam alertas semelhantes.

O governo apoiado por PS, PCP e Bloco de Esquerda, não só está a caminhar para trás, parece mesmo estar a dirigir-se em sentido contrário a todos os alertas internos e externos. Faz-nos lembrar aqueles condutores que conduzem no sentido errado e, tendo todos os restantes automóveis em sentido inverso, acham que são eles que estão corretos e os outros todos equivocados. A isto chama-se irresponsabilidade e pura deriva populista.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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