Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sábado, Julho 24, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Porque hoje é sábado, por Sérgio Ribeiro

Nos meus “velhos tempos” esta era uma frase batida, como cantava o homónimo Godinho. E o bater dessa frase vinha de muito se ouvir o Vinícius de Morais e o seu Dia  da Criação – fui ali, num instantinho, rever ou re-ouvir… porque hoje é sábado. E recomendo…

- Publicidade -

Acabo de procurar informar-me (o que deveria ser tarefa de cada cidadão), para além da chamada comunicação social, e estou seriamente preocupado. Há um jogo de bastidores, de informação e de contra-informação, impressionante. Porque impressiona…

Depois da indigitação, por Cavaco Silva, de Passos Coelho para este formar governo, como decorre das suas funções. Na sequência desse acto, das funções para que Cavaco Silva foi mandatado pelo voto,  e de o ter feito no desempenho dessas funções e com toda a legitimidade (porque cumpriu a Constituição), veio o lamentável discurso com que quis adornar esse desempenho e, passada uma semana foi a tomada de posse do governo organizado pelo indigitado.

- Publicidade -

De novo, tudo teria corrido dentro da normalidade constitucional, no quadro de um ambiente comunicacional pressionante e excessivo, ou até despudorado, mas os discursos formais vieram… estragar tudo.

O de Cavaco com a aparência de menor agressividade mas com o cuidado antecipado de confirmar o feito no acto de indigitação, com aquele jeito auto-suficiente de estar a “dar recados”, a “ir além da chinela”, de abusada chancela ideológica cheia de coisa nenhuma, a anatematizar um número considerável de portugueses sendo ele mandatário de TODOS os portugueses.

Do outro lado da posse (e das poses…), o empossado como primeiro-ministro fez um discurso de faz-de-conta, deliberadamente a fingir que ignora tudo o que se passa na sociedade portuguesa, na economia e na política, tudo o que é urgente fazer para que o viver dos portugueses seja outro, tenha outro rumo que não o da inevitabilidade do nosso empobrecimento, a nossa perificidade social (ou deseuropeização do nívelde vida), no espaço e no tempo em que vivemos.

Hora a hora, há que melhorar e não que continuar ou piorar.

Semana a semana, há que cronicar. Assim o procurarei continuar a fazer.

Doutor em Economia e ex-membro do Comité Central do PCP, é membro da Assembleia Municipal de Ourém. Foi deputado à Assembleia da República em 1986 e de 1989 a 1990. Foi também consultor Chefe de Missão BIT/OIT em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, Director Geral do Emprego e deputado ao Parlamento Europeu desde 1990 a 1999, onde integrou várias Comissões do Parlamento Europeu e do Inter-Grupo do PE para as Questões de Timor-Leste.
Escreve mensalmente no mediotejo.net.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here