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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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População de Ferreira do Zêzere protesta por maus cheiros de uma fábrica

Cerca de 60 populares marcaram hoje presença na reunião de Câmara de Ferreira do Zêzere para tentar obter respostas para um problema de poluição e maus cheiros gerado pela empresa Biocompost.

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Esta foi a quinta vez que um grupo de populares de Areias e Pias se manifestou junto aos eleitos de Ferreira do Zêzere por causa dos maus cheiros que emanam daquela empresa, localizada no Terreirinho, Pias, no distrito de Santarém, tendo o porta-voz dos populares, Vitor Mendes, afirmado à agência Lusa que a sua preocupação se prende também com uma eventual contaminação dos solos.

“Desde 2014 que o problema dos maus cheiros emanados da Biocompost se têm vindo a agudizar e é impossível as pessoas viveram com aquele cheiro insuportável”, frisou, tendo ainda manifestado a “preocupação com a contaminação dos solos”, na área da União de Freguesias de Areias e Pias.

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As intervenções dos vários munícipes têm ido no sentido de apelar à Câmara que “faça alguma coisa” para colocar um ponto final neste problema, altura em que a fábrica de compostos orgânicos duplicou a sua produção.

Cerca de 60 populares marcaram hoje presença na reunião de Câmara de Ferreira do Zêzere para tentar obter respostas para um problema de poluição e maus cheiros gerado pela empresa Biocompost. Foto: mediotejo.net
Cerca de 60 populares marcaram hoje presença na reunião de Câmara de Ferreira do Zêzere para tentar obter respostas para um problema de poluição e maus cheiros gerado pela empresa Biocompost. Foto: mediotejo.net

“O problema é que a Câmara diz que não consegue sozinha resolver o problema e ainda não foi hoje que conseguimos obter um esclarecimento sobre o porquê da fábrica estar a laborar nestas condições”, referiu Vitor Mendes, tendo feito notar que a população “não vai desmobilizar desta luta enquanto o problema não estiver resolvido”.

A empresa Biocompost produz e comercializa produtos de origem biológica de modo a valorizar e recuperar solos pobres e com necessidades de matéria orgânica, tanto através do fertilizante orgânico como dos substratos.

Contactado pela Lusa, o vice-presidente da autarquia, Paulo Alcobia Neves (PSD), disse reconhecer os motivos do “desagrado da população” e referiu que a autarquia está a trabalhar com várias entidades para resolver o problema.

“Ainda hoje foi efetuada uma vistoria à fábrica por seis entidades no sentido de pôr em marcha um plano de monitorização da emissão de gases para a atmosfera e descargas de efluentes”, por parte daquela fábrica, plano que “tem por objetivo assegurar que a empresa cumpra com todas as suas obrigações”.

O vice-presidente da autarquia, Paulo Alcobia Neves (PSD), disse reconhecer os motivos do "desagrado da população" e referiu que a autarquia está a trabalhar com várias entidades para resolver o problema. Foto: mediotejo.net
O vice-presidente da autarquia, Paulo Alcobia Neves (PSD), disse reconhecer os motivos do “desagrado da população” e referiu que a autarquia está a trabalhar com várias entidades para resolver o problema. Foto: mediotejo.net

A vistoria, segundo o autarca, contou com elementos da Câmara Municipal e de organismos de saúde pública, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Direção Geral de Veterinária (DGAV), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), e Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP).

“Com os resultados desta vistoria vamos depois perceber que tipo de investimentos terá a empresa de eventualmente realizar para que cumpra e respeite as suas obrigações legais”, concluiu Paulo Alcobia.

Agência de Notícias de Portugal

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